quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VAGAS DEMAIS, PROFISSIONAIS DE MENOS

Pior que a falta de bons profissionais é a falta de profissionais. De nada adianta uma melhora na economia se não temos profissionais qualificados o suficiente para impulsionar esse crescimento.
E algo que já venho notando no ano passado e agora tornou-se crítico é a falta de profissionais na área de informática. E é muito sério! Hoje em dia é um profissional essencial, ainda mais que o computador tornou-se presente na maioria dos lares brasileiros. E com a Internet, pessoas e empresas descobriram um mundo onde tudo acontece muito rápido.

Contratar um profissional de informática não é algo tão simples. As empresas já possuem sua estrutura de TI e buscam por pessoas com uma série de conhecimentos muito específicos, que melhor se adequam a empresa. Mas existem dois grandes empecilhos. O primeiro deles é a quantidade de conhecimentos que a maioria das empresas exigem. A grande maioria não está disposta a treinar o profissional, elas preferem o profissional pronto, que já tenha trabalhado com as tecnologias que ela trabalha. O segundo é que o setor de TI é muito mais dinâmico que qualquer outra área. O conhecimento pode se tornar obsoleto em questão de dias! E as universidades só conseguem fornecer a base. O graduado já sai desatualizado!
Tecnologia da Informação exige que o profissional sempre esteja o mais atualizado possível. Mais ainda, exige que ele tenha um bom jogo de cintura quando se trata em filtrar as informações que lhe serão mais úteis.
Outro ponto que diminui o interesse pela área é a matemática envolvida. Os cursos de bacharelado em Ciência da Computação, por exemplo, possuem matérias cujo nome assusta logo de cara: Cálculo Diferencial Integral, Álgebra Linear, Geometria Analítica, Estatística. Tem que gostar mesmo para encarar.

Se a situação por profissionais (não só por bons profissionais, mas pelo todo) é crítica, mais difícil ainda é encontrar desenvolvedores. O analista desenvolvedor é a pessoa que realmente escreve o programa, que cria uma aplicação, um game etc. Tal carreira demanda domínio de lógica e, mesmo nos cursos universitários das melhores faculdades, é difícil encontrar programador promissor. Some-se a isso que nem todos vão optar por seguir a carreira como desenvolvedor.

A situação acaba tornando-se crítica para as consultorias, mesmo as grandes. Essas empresas costumam contratar profissionais de informática como pessoa jurídica para se livrar dos encargos decorrentes de uma contratação CLT. Com a grande falta de profissionais, principalmente em desenvolvimento de sistemas, as consultorias vêem-se obrigadas a aceitar o quê os poucos profissionais disponíveis exigem como pagamento. E como elas precisam manter um preço atraente para o cliente final, elas acabam tendo que arcar com uma diminuição do seu faturamento.

A solução? Não basta aumentar o acesso do público ao ensino superior, mas consultorias/empresas contratantes precisam visualizar que é melhor treinar um profissional do que ficar sem um. A demanda aumenta cada vez mais, mas a quantidade de formados está muito aquém da demanda.

Na atual conjuntura, as consultorias precisam rever e encarar essa realidade e aceitar que, para não perder clientes, terão que se contentar que elas estão perdendo cada vez mais o poder na negociação de salários. Não parece promissor ter que pagar mais pelo profissional sem poder aumentar os custos de seus clientes, mas o atual momento pede esse sacrifício.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

OS REVOLTADOS COM O CARNAVAL

Uma coisa que não queria fazer enquanto tivesse esse blog é comentar de noite, citar nomes e casas etc. Não quero me envolver com certas coisas e quando se fala de noite ganha-se muitos inimigos por aí. Mas não deu. Preciso exercer minha "citricidade".


Todo mundo está reclamando do preço dos ingressos para as festas de Carnaval em Floripa. Que foram de cômodos R$ 50 para R$ 150. Realmente é um absurdo, algumas pessoas se recusando a pagar, desistindo de Floripa. Mas grande maioria continua firme e forte nos seus planos para o Carnaval na Ilha, inclusive para as festas.

Outra coisa que reclamam é que são sempre os mesmos DJs, mais do mesmo etc. Um amigo no Facebook disse que "lamenta pelos amigos que vão para a Floripa". FAÇA-ME O FAVOR!!! Ninguém está lamentando por ir não. Muito pelo contrário!
Agora quero levantar alguns pontos em relação a tanta reclamação etc. Não sou contra a reclamação, mas sou contra a reclamação EXCESSIVA, então vamos lá:

1. Sobre o aumento dos preços dos ingresos, a casa faz o que quiser. Ela disponibilizou o primeiro lote a R$ 50 e quem foi rápido (como eu), pagou menos. Como existe uma procura grande, a casa tem o direito de colocar o aumento que quiser (lei da oferta e procura, lembram?). Todo mundo, mas todo mundo paga (pois todos PRECISAM ser vistos pelo menos em alguma festa, para manter o status). Lógico, todos possuem direito de reclamar dos preços abusivos da casa, assim como os preços do gás, luz, telefone, ônibus, cinema, alimentação etc. É como em um evento ou show: quer ver? Pague o preço!

2. Realmente, os DJs são mais do mesmo. Nada muda. Mas o quê podemos fazer? A casa nos empurra os mesmos DJs e continuamos consumindo pois não teremos outras opções em Floripa. Você pode fazer seu protesto e deixar de ir nas festas. Mas muita gente não liga para quem está tocando, pois a música ficou como sendo algo secundário. A colocação e a pegação vem em primeiro lugar. E isso é culpa do público que nunca fez nada no início e agora pouco importa. Outro fato importante é que muita gente GOSTA do feijão com arroz, dos mesmos DJs. Se você gosta muito de um artista em particular e ele fizesse show com frequência em sua cidade, você iria diversas vezes, certo? Pois é, a casa pode estar oferecendo a mesma coisa de sempre, mas tem gente que REALMENTE gosta da mesma coisa de sempre.

3. As referidas e tão caras festas são a única grande opção para o público GLS em Floripa, pelo menos a mais conhecida. E o povo quer ferveção e pegação na festa do Rei Momo. O quê fazer se não for para as festas? Ler um livro? Melhor ficar em casa!

Isto é o reflexo de uma boa jogada de negócios, se é que nenhum outro concorrente conseguiu ou está conseguindo emplacar alguma outra festa em Floripa este ano. Não existem opções! Tudo caro, para ouvir mais do mesmo, mas o quê você vai fazer? Ficar em casa? Ficar em Sampa? Existem mais opções no Carnaval do Rio de Janeiro, mas nos últimos três anos o paulista, detentor de grande poder aquisitivo, vem preferindo a Ilha da Magia. E mesmo no Rio, as pessoas acabam indo pelo menos uma noite na filial carioca da referida casa. Não dá no mesmo?
 
As opções estão bem limitadas para o Carnaval em Floripa. Aceitar as mesmas festas, da mesma casa, com os mesmos DJs a um preço bem salgado por noite. Mas é a única coisa que tem. Todos querem se jogar e não tendo concorrência, todos aceitam o que é imposto. Mas no final, a maioria afirma ter se divertido com o velho arroz com feijão. As pessoas deviam aproveitar o momento, curtir a noite, curtir os amigos, ao invés de ficar analisando a técnica do DJ. Do DJ residente, o mesmo de todo fim de semana,  ninguém nunca reclama! Do gringo que toca sempre, o povo acha um horror. Menos pessoal. O quê importa é estar se divertindo. Se você não consegue se divertir e não vê opções, melhor passar o Carnaval em Sampa mesmo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

JUVENTUDE HOSTIL

Tem vezes que presencio certas coisas no Facebook que me deixam de cabelo em pé. Ontem presenciei uma que me deixou chateado, por ter consideração pela pessoa, e serviu para complementar um post que já vinha passando pela minha mente.


Eu fico espantado com a maldade das pessoas. Mais específico do público gay. A necessidade de despojar superioridade, de querer ser sempre melhor que os outros e esfregar isso na cara alheia. Essa necessidade que o gay tem de se afirmar acaba por vezes sendo da forma mais maldosa possível.

Até onde alguém que se valoriza pode ser considerada uma pessoa com auto-estima ou uma pessoa "que se acha"?. Não há problema nenhum em querer exibir a beleza, o corpão, mas humilhar pessoas no processo é algo muito baixo.

O fato que ocorreu é típico no Facebook, onde algumas pessoas o utilizam para pegação e não apenas para manter contato com os amigos. E ocorreu o caso típico de uma pessoa de corpo dito normal dar uma cantada em um rapaz nos seus vinte e poucos anos, malhadão.

O resultado? O pior possível.

Ao invés de educadamente dizer que "não rola", o jovem resolveu humilhar publicamente. Sobrou até para mim que fiz um comentário tentando apaziguar as coisas, cuja resposta desse "ex-amigo" foi óbvia o suficiente para revelar o tipo de pessoa que ele é.

Que tipo de índole existe por trás de uma pessoa que clama que "humildade é um fraqueza"?

Comentários baixos do tipo "você deveria ir malhar antes sequer de vir conversar comigo". Ou ainda "você deveria só tirar foto depois que ganhasse um dez quilos". Coisas que seriam totalmente desnecessárias. E o tal jovem, cego por seu ego, ainda reclama que lutou muito para ter o corpo que tem e isso lhe dá direito de julgar e humilhar. FAÇA-ME O FAVOR!!!

Respondi humildemente a patada dele e excluí de vez do Facebook. Quero distância de pessoas com índole tão baixa.

Daí pensando no assunto, percebendo a agressão gratuita, fica aquela pergunta no ar: porque essa juventude é tão fútil? Qual o motivo de destilarem tanta maldade com pessoas que sequer conhecem?

O aporte do tal jovem musculoso somente serviu para demonstrar quão vazia anda a cabeça desses jovens. Muitos deles realmente se acham melhores que os outros, fazem questão de demonstrar isso na frente de todos e, quando possível, humilhar a pessoa. Ficam parecendo um adolescente que precisa aprontar alguma para ser aceito pela turma dos populares no colégio. A maldade que existe entre esses jovens é espantosa! É triste ver que esse tipo de pessoa, que deveria dar exemplo de educação, dá um exemplo de preconceito online para qualquer um que queira ler. Fico imaginando ao vivo.

Esse é o resultado de uma juventude que está crescendo bonita, malhada e mais fútil. Aqueles que provocam uma divisão de castas desnecessária no mundo GLS. O tipo de pessoa que aprecia somente o exterior.

Uma juventude desprovida de moral e boa educação. Um simples "Cara, não rola", com educação suficiente, resolveria o caso.

Segue o positivismo. Mas é vergonhoso ver que lutamos tanto para acabar com o preconceito, mas não conseguimos extinguir com o mesmo na nossa pequena esfera. E nessas horas, tenho vergonha em ser gay.

SEGUE O POSITIVISMO

Final de 2010 foi aquela coisa tranquila. Aquela sensação de paz de espírito, de boas energias no ar, muito positivismo. Seja para o pessoal que viajou para o Rio ou Floripa ou outro lugar, ou que ficou em Sampa como eu. As vibrações não podiam ser as melhores.
Então.

Segunda-Feira.
03 de Janeiro de 2011.
A maioria do pessoal já voltou para o trabalho.
Na empresa todo mundo sorridente. Sorrindo de ponta a ponta. "E aí? Como foi seu Reveillon?", pergunta aquele colega hetero que você não suporta. "Tava no Rio", responde você. "É? Eu também estava. Foi em Copa?". E você tentando despistar o enxerido (sempre tem alguém que quer se meter na sua vida).
Almoço.
Liga para os amigos, para saber do Reveillon de cada um, o quê aconteceu, como foi. Todo mundo meio de ressaca ainda. Todos repensando a vida, chorando as pitangas, fazendo mil promessas.
Noite. Academia.
Meio vazia. Pessoal ainda cansado.
Então.

Terça-Feira
04 de Janeiro de 2011
"Putz, é Terça ainda?", pensa quando chega no trabalho. Um café para acordar. Quer se sentir mais up, mas ainda tá meio com a bateria baixa. De volta a rotina. Mas não perde o positivismo.
Almoço. Alguns amigos não atendem. Meio repensando ainda. Reflexões. Outros (eu inclusive) já todos serelepes com as festas de Carnaval. No restaurante, a madame do Jardins começa uma discussão com uma jovem executiva que tinha pego o último pastelzinho do cesto. Discussão.
Tarde. Chuva. Marasmo no escritório. O tempo está passando mais devagar ou é você que ainda está slow-motion?
Noite. Academia depois de um descanso em casa.
Mais animado.
Meio vazia. Pessoal ainda cansado.
Então.

Quarta-Feira
05 de Janeiro de 2011
Manhã cinzenta. Um cinza-paulistano que também cai bem com a cidade.
2011 cinzento? Nem pensar. Vamos fazer melhor que ano passado.
Pessoal tomando café na padaria. Todos apressados para o trabalho. A rotina chama.
Duas pessoas discutindo na Paulista. Palavras de baixo calão. Logo assim de manhã?
Galera? Ei! 2011! Alto astral.
Cadê?
Trabalho
...
Almoço
Sem discussões no restaurante. Clima bom, almoço tranquilo. Papo com os amigos. Pessoal já se animando.
Reavaliando.
Tarde
Trabalho rendeu.
Noite
Segue o positivismo.