Sabe aquele sentimento de que nada mais é tão legal como antes? Sim, eu sabia que eu podia chegar nesse ponto, torcia para que demorasse mais, mas chegou. E a sensação de que nada mais agrada como antes tornou-se algo constante.
Não estou falando somente de balada. Estou falando de filmes, livros, acontecimentos (menos seriados, pois os roteiristas parecem ter descoberto um poço de criatividade em algum lugar).
Mas tenhamos como exemplo as baladas. Nunca foram tão chatas. Perderam aquela mágica de arrastar multidões, com exceção de datas especiais como Carnaval e Parada de São Paulo. Mas ao mesmo tempo, fico me perguntando se a culpa é dos empresários dessas casas ou se sou eu que envelheci e estou naquela fase em que nada mais me agrada?
Um exemplo são as próprias casas e seus ambientes. O mesmo ambiente, mesmo que tenha um detalhe diferente, cansa depois de um tempo. Não estou falando de decoração, mas por você saber que está no mesmo lugar de sempre, pensando de modo macro. Pequenos detalhes retém sua atenção por pouco tempo, mas os grandes chamam mais. São eles que ficam na memória e são eles que enraizam a sensação de mesmice.
Um outro ponto a tocar são as músicas e os DJs. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra nenhum DJ e nem tampouco estou criticando o trabalho de ninguém. Muito pelo contrário, tenho visto diversos DJs esforçando-se para trazer novidades e fazer o povo dançar. Mas o maior problema é que o público gay, musicalmente falando, é B-U-R-R-O. E assim como as redes de TV precisam nivelar por baixo o conteúdo de sua programação para que as classes C, D, E e o restante do alfabeto possam entender a programação, os DJs, infelizmente, vêem-se obrigados a não sair de um determinado setlist para o público C, D e E da balada não sair falando mal da casa. Pessoal, ser burro é feio! Bicha burra nunca consegue casar (não sem dar golpe)! Viado não sabe sair desse mundinho de Britney, Gaga e Kate Perry! FAÇA-ME O FAVOR!
Chegar na boite, em um fim de semana comum, já sabendo de antemão o quê provavelmente vai tocar, é brochante ao extremo! Faz com que a música seja algo secundário, assim como o desejo de dançar. A música virou uma mera trilha sonora para caçar.
Outro ponto é a colocação. O povo anda exagerando muito! Provavelmente querendo esquecer a mesmice do local e a música repetitiva. Mas sinceramente, diante dessa mesmice e da DPB (Depressão Pós-Balada), nem a colocação bate da mesma maneira. E quando você percebe que seu corpo fica mais cansado depois de uma noite na balada do que antigamente, você passa a querer maneirar mais na sua jogação, inclusive na colocação.
Visto isso, a noite acaba sendo dedicada puramente a pegação, a procurar alguém. Porém, diferente de antes, hoje não é mais possível encontrar príncipe encantado na balada. Na verdade, até sapo tá fazendo carão! Antes, as pessoas cuidavam do corpo e ficavam malhadas para pegar os gostosos malhados da balada. Não que isso tenha mudado, mas a diferença é que hoje as pessoas malham para serem vistas e desejadas. Nunca vi tanta gente saindo sozinha da balada, simplesmente por se achar boa demais para ficar com alguém. E o mais engraçado é que nos recônditos da 269 e nas salas de bate-papo de UOL, as bunitas estão pegando qualquer um para dar uma boa gozada. Mas tá valendo, pois ninguém tá vendo. Por quê? Porque muitas "bunitas" são hipócritas ou são cegas para não perceberem quem está dando sopa logo ao lado? (Bom, tem aquelas que estão ou caindo de G pelos cantos ou desbravando o matagal).
Agora, me expliquem: como eu não vou enjoar da noite se o povo bonito se concentra no mesmo local, para ouvir as mesmas músicas (por quê as bichas são BURRAS e quem paga o preço são os DJs que não podem ousar muito) e o povo quer mais aparecer do que paquerar? Sou eu que tou velho demais?
Existem opções sim, mas com eu digo, quem faz o lugar é o público! Se o dito "povo bonito", que são as barbies com seus músculos, bate cartão em um lugar só, é prá lá que a maioria do povo vai. Por quê de gente feia já basta o quê a gente vê na rua. E antes que venham dizendo que essa última frase é fútil, já vou dizendo: antes ser fútil do que ser hipócrita!
Ainda bem que aos poucos isso vai se quebrando, visto que existem bem mais clubes GLS em atividade pela cidade do que a dez anos atrás. Todos com seu público cativo, que aumentou visto que a quantidade de heteros "gay-friendly" aumentaram bastante em frequência. A maioria ainda bate cartão em um mesmo local, mas alguns já procuram outras opções.
E por enquanto, acompanho o andar da carruagem. Porém, aceitando melhor que nada me agrada como antes e que, um Sábado a noite em casa não parece mais uma noite em vão.
Não estou falando somente de balada. Estou falando de filmes, livros, acontecimentos (menos seriados, pois os roteiristas parecem ter descoberto um poço de criatividade em algum lugar).
Mas tenhamos como exemplo as baladas. Nunca foram tão chatas. Perderam aquela mágica de arrastar multidões, com exceção de datas especiais como Carnaval e Parada de São Paulo. Mas ao mesmo tempo, fico me perguntando se a culpa é dos empresários dessas casas ou se sou eu que envelheci e estou naquela fase em que nada mais me agrada?
Um exemplo são as próprias casas e seus ambientes. O mesmo ambiente, mesmo que tenha um detalhe diferente, cansa depois de um tempo. Não estou falando de decoração, mas por você saber que está no mesmo lugar de sempre, pensando de modo macro. Pequenos detalhes retém sua atenção por pouco tempo, mas os grandes chamam mais. São eles que ficam na memória e são eles que enraizam a sensação de mesmice.
Um outro ponto a tocar são as músicas e os DJs. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra nenhum DJ e nem tampouco estou criticando o trabalho de ninguém. Muito pelo contrário, tenho visto diversos DJs esforçando-se para trazer novidades e fazer o povo dançar. Mas o maior problema é que o público gay, musicalmente falando, é B-U-R-R-O. E assim como as redes de TV precisam nivelar por baixo o conteúdo de sua programação para que as classes C, D, E e o restante do alfabeto possam entender a programação, os DJs, infelizmente, vêem-se obrigados a não sair de um determinado setlist para o público C, D e E da balada não sair falando mal da casa. Pessoal, ser burro é feio! Bicha burra nunca consegue casar (não sem dar golpe)! Viado não sabe sair desse mundinho de Britney, Gaga e Kate Perry! FAÇA-ME O FAVOR!
Chegar na boite, em um fim de semana comum, já sabendo de antemão o quê provavelmente vai tocar, é brochante ao extremo! Faz com que a música seja algo secundário, assim como o desejo de dançar. A música virou uma mera trilha sonora para caçar.
Outro ponto é a colocação. O povo anda exagerando muito! Provavelmente querendo esquecer a mesmice do local e a música repetitiva. Mas sinceramente, diante dessa mesmice e da DPB (Depressão Pós-Balada), nem a colocação bate da mesma maneira. E quando você percebe que seu corpo fica mais cansado depois de uma noite na balada do que antigamente, você passa a querer maneirar mais na sua jogação, inclusive na colocação.
Visto isso, a noite acaba sendo dedicada puramente a pegação, a procurar alguém. Porém, diferente de antes, hoje não é mais possível encontrar príncipe encantado na balada. Na verdade, até sapo tá fazendo carão! Antes, as pessoas cuidavam do corpo e ficavam malhadas para pegar os gostosos malhados da balada. Não que isso tenha mudado, mas a diferença é que hoje as pessoas malham para serem vistas e desejadas. Nunca vi tanta gente saindo sozinha da balada, simplesmente por se achar boa demais para ficar com alguém. E o mais engraçado é que nos recônditos da 269 e nas salas de bate-papo de UOL, as bunitas estão pegando qualquer um para dar uma boa gozada. Mas tá valendo, pois ninguém tá vendo. Por quê? Porque muitas "bunitas" são hipócritas ou são cegas para não perceberem quem está dando sopa logo ao lado? (Bom, tem aquelas que estão ou caindo de G pelos cantos ou desbravando o matagal).
Agora, me expliquem: como eu não vou enjoar da noite se o povo bonito se concentra no mesmo local, para ouvir as mesmas músicas (por quê as bichas são BURRAS e quem paga o preço são os DJs que não podem ousar muito) e o povo quer mais aparecer do que paquerar? Sou eu que tou velho demais?
Existem opções sim, mas com eu digo, quem faz o lugar é o público! Se o dito "povo bonito", que são as barbies com seus músculos, bate cartão em um lugar só, é prá lá que a maioria do povo vai. Por quê de gente feia já basta o quê a gente vê na rua. E antes que venham dizendo que essa última frase é fútil, já vou dizendo: antes ser fútil do que ser hipócrita!
Ainda bem que aos poucos isso vai se quebrando, visto que existem bem mais clubes GLS em atividade pela cidade do que a dez anos atrás. Todos com seu público cativo, que aumentou visto que a quantidade de heteros "gay-friendly" aumentaram bastante em frequência. A maioria ainda bate cartão em um mesmo local, mas alguns já procuram outras opções.
E por enquanto, acompanho o andar da carruagem. Porém, aceitando melhor que nada me agrada como antes e que, um Sábado a noite em casa não parece mais uma noite em vão.
