quarta-feira, 16 de março de 2011

A ESTRANHA DANÇA DO ACASALAMENTO

Após o Carnaval, começa a deprê geral. Primeiramente porque o Carnaval acabou e ficou aquele gostinho de "quero mais de tudo de novo" na boca. Segundo porque as bunitas, que investiram tanto no ciclo para a época e no figurino para as festas descobrem que, apesar de chamar olhares e fazer bocas babarem de desejo, elas continuam sozinhas.

Daí, nossa amiga viada fashion-bombada-hypada-plus resolve ir à luta. E qual o melhor lugar para caçar? A pista de dança, lógico (ok, tem a sauna e a Internet também, mas não é o foco desse post então não enche o saco e deixa eu desenvolver minha idéia).

Então ocorre a cena que nenhum documentarista do Discovery Channel conseguiu flagrar ainda. É a dança do acasalamento gay. Pois, como qualquer outro animal (humano), viado também acasala. Então imaginem uma voz de documentarista narrando a cena:

"O viado chega ao local onde ocorre o reconhecimento. Reparem que ele tira os óculos escuros e olha ao redor, fingindo desinteresse, mas ao mesmo observando os possíveis parceiros."

(Aquela hora que todo mundo está do lado de fora da pista, fazendo o social, mas na verdade está observando se a casa está boa em termos de carnes).

Continuando.

"O viado, após a colocação inicial, livra-se da camisa, expondo a parte superior do corpo para os outros ao redor. Note que ele ainda não demonstra interesse pelos possíveis parceiros querendo apenas exibir-se para e demarcar seu território...".

E viado quando demarca, demarca. Vira um empurra-empurra, um vuco-vuco... Ou seja, aquele momento que é para ser notado, para se fazer presente, aquela necessidade ferrenha de chamar a atenção e marcar território como "a mais bunita do pedaço", mesmo que não seja nem a mais bunita e nem a única bunita.

"Um suposto parceiro aparece. O viado observa o mesmo, sério, comedido. Um sorriso mal dado pode afugentar o parceiro, que irá embrenhar-se pelo matagal em busca de um macho".


(Matagal... SEI!)

"Notem que o viado encontrou outro viado sozinho e travaram um longo olhar. Essa sequência de olhares irá prosseguir pelo próximos minutos até que um deles inicie a dança do acasalamento".

(Alguns minutos, horas...a noite toda...o outro finde...e o outro..)

Agora vem a parte notória...

"O viado se aproxima. Os olhares se encontram de vez em quando para confirmar o interesse. Ambos estão entretidos com a música, porém apercebem-se da presença um do outro".
("Apercebem-se" foi fino, não?)

"Para demonstrar o interesse, o viado inicia sua dança próximo do desejado parceiro. Notem que nesse momento ele evita o contato com os olhos. Também evita falar algo, pois a voz pode vir a soar estridente e afugentar o parceiro".

("Inhaí?!". Preciso explicar mais?)

"A dança prossegue. Notem que o viado posiciona-se próximo do parceiro, roçando de leve no corpo dele e observando a reação. Caso o parceiro afaste-se, ele pode estar ou desistindo ou não querendo parecer uma presa fácil".

(presa fácil = puta)

"O viado continua sua dança. Observem quando ele dá as costas para o parceiro. À primeira vista pode parecer um desinteresse, mas na verdade o viado aguarda que o parceiro tome a iniciativa e o acaricie ou nas costas ou até no rabo, demonstrando assim seu interesse. Um sopro na nuca pode também ser um sinal mais discreto".

(Aliás, porque quando alguém está interessado em você, sopra nas suas costas ou nuca. Alguém me explica?)

"O viado continua nessa dança pacientemente, aguardando o bote do outro viado. Caso o bote demore, ele tenta novamente travar um contato com os olhos. Porém, ele aguarda pacientemente a iniciativa do outro."

(E o outro está aguardando a mesma coisa...hahahahaha).

"Visto a demora na resposta, o viado afasta-se para buscar água ou algo mais forte. O parceiro também se afasta. Logo, ambos estarão executando a dança com outros viados, procurando uma ocasião para acasalar".

Pronto. Imaginaram a cena? Por quê, caralho, quando alguém está interessado apenas olha, dança perto, esbarra, dá as costas, esbarra, fica ao lado, esbarra...e não faz nada? Será que o povo se acha tão gostoso que cantar alguém é se rebaixar demais? Precisa ser desejado, caçado, cantado para suprir o ego?

FAÇA-ME O FAVOR!

Ser direto não mata ninguém. Ouvir um "não", muito menos, mas parece que a maioria dos gays, principalmente as barbies, não possuem estrutura psicológica suficiente para ouvir um "não". E assim caminha o viadeiro...

segunda-feira, 14 de março de 2011

PENSANDO NO CARNAVAL DE FLORIPA

Pensando bem...

1. Florianópolis te dá uma paz por um contato maior com a natureza, sol, mar. Sair de Sampa sob chuva e ser recebido pelo sol e vários amigos é insuperável! A visão do verde, quebrando a constante imagem da cinza selva de pedra, já relaxa.

2. O pessoal da "Ilha da Magia" é prá lá de simpático. Educados, cumprimentam todo mundo, tratam o turista bem. Sem contar o sotaque "cantado" que é dá um toque de simpatia a mais.

3. Os "manezinhos", como chamam os habitantes da ilha, não sabem o que é carão. Quando estão interessados, aproximan-se sorrindo, estendem a mão, perguntam seu nome, elogiam. Paqueram mesmo. Paulistas e Cariocas poderiam aprender mais com eles.

4. O clima das festas é único. A sensação de ser Carnaval, a época mais aguardada pelo brasileiro, de estar com amigos, curtindo uma vibe ímpar que não existe no mundo inteiro, lava tua alma e te deixa preparado para enfrentar a rotina ao longo do ano. Deviam ser dois carnavais por ano (e mais a Parada Gay de São Paulo, lógico).

5. Como em todo Carnaval, tem MUITA gente bonita de todo canto do Brasil. E convenhamos, todo mundo sente-se bem no meio de gente bonita. Isso sem contar os flertes, ficadas e o....

6. Basta uma caminhada sem camisa na rua que a cada cinco minutos alguém passa te cantando. Aliás, a ordem em Floripa é andar com o torso desnudo, camisa presa na cintura como um simples acessório. E o povo passa, assobia, seja homem ou mulher, seja brincadeira ou prá valer. Serve como uma ótima massagem no ego.

7. ESTAR COM OS AMIGOS QUERIDOS, FAZER NOVOS AMIGOS, REVER AMIGOS DE LONGE E CONHECER PESSOAS ESPECIAIS: PRICELESS.

Pensando mal...

1. A coisa mais difícil é você pegar um táxi. Já tenha uma listinha de serviços de rádio-táxi, pois você vai precisar.

2. A falta de estrutura da cidade é muito triste. Alta temporada é sinônimo de congestionamento, atrasos, atrasos e mais atrasos (muita gente perdendo o vôo, diga-se de passagem).

3. Encontrar um caixa eletrônico é praticamente uma missão impossível. Fora da região central, esqueça. O jeito é tirar dinheiro antes de viajar e balancear com o cartão de crédito. E logicamente, redobrar a atenção ao portar muito dinheiro.

4.  O aeroporto, apesar de ter o básico, peca em falta de estrutura. Estava esperando uma lâmpada despencar do teto e acertar a cabeça de um dos atendentes das companias aéreas. Fora que as mesmas parecem não ter grande interesse em colocar mais aviões. Depois do vôo das 13:40, por exemplo, somente há vôo às 19:30.

5. A mesmice das festas. Os mesmos DJs de Reveillon, Parada e outras datas. Mas, WHO CARES? É o que o povo gosta! Ninguém liga se a decoração é praticamente IDÊNTICA a do ano passado, se o bar fecha cedo demais, se a pista fica intransitável quando chove ou se cede em um ponto causando fechamento parcial e dificultando mais ainda na lotação.

6. O exagero na colocação. Seja a famosa "balinha", a "água que passarinho não bebe" ou na vodka com energético, o povo parece tão afoito que passa da conta às vezes. Eu ajudei quatro amigos nesse Carnaval. Mas que atire a primeira pedra quem nunca passou do ponto.

Agora, pensando no geral, eu repetiria tudo de novo!