segunda-feira, 31 de maio de 2010

A FOGUEIRA DAS VAIDADES

A vaidade guia a humanidade. FATO! Não existe pessoa isenta de vaidade, todos nós a temos. Alguns em menor escala, outros em escala enorme, quase icomensurável. O Lula tem vaidade, o Dalai Lama tem vaidade, o Papa tem vaidade, os gogos da vida tem vaidade (uff...e como), sua mãe tem vaidade! É algo com que nascemos e morremos, com o que aprendemos a conviver.

O fato de queremos ser admirados por alguma coisa é o quê alimenta nossa vaidade. Seja por atributos físicos, por roupas, por carros, casas, até por ações ditas como "sem fins lucrativos". Ninguém, eu disse NINGUÉM, faz algo por outra pessoa sem esperar, ao menos, um reconhecimento. FATO! NÃO EXISTE PESSOA 100% ALTRUÍSTA!!!!

A sociedade prega que ser vaidoso em demasia é um defeito. Devemos ter um bom-sendo para cuidarmos de nós mesmos e de nossas posses e evitar um desvario que levaria a ostensividade e ajudaria a nos classificarmos como fúteis. Ir a uma festona utilizando o óculos Armani é uma coisa, ir tomar café da manhã na vendinha da esquina já é algo do tipo "FAÇA-ME O FAVOR"!!!

A vaidade está intimamente ligada ao erotismo. Sério! Podemos arrumar do cabelo, passar um perfume e colocar uma roupa que realce o corpo quando saímos para trabalhar. Talvez seja algo inconsciente mas, no fundo, queremos chamar a atenção. Gostamos que as pessoas nos notem e isso nos excita, com ou sem manifestação sexual. O erotimos não precisa nos deixar "em ponto de bala", necessariamente. E não importa se você é solteiro, casado ou até celibatário, o fato de ser admirado mexe com nosso interior, por conseguinte, com nosso erotismo.

Quando levamos um modo de vida para alimentar essa vaidade, a coisa começa a ficar doentia. Acho absurdo a quantidade de pessoas que vive em função de se fazer notado, chegando ao cúmulo de selecionar seus amigos pela aparência física. Quer deixar uma barbie paranóica? Ignore ela. Não importa se você é homem, mulher, feio, bonito, magro, malhado, gordo, negro, oriental... Quanto mais bonito(a) a pessoa se considerar, mas ela precisa alimentar sua vaidade. Os ditos bombadões não precisam esforçar-se muito, basta irem aos lugares certos. Mas jogue um malhadão em um ambiente onde ninguém o note (um colégio de freiras ou um congresso científico onde as pessoas estão mais interessadas em discutir idéias). Ele vai sentir-se desesperado, uma necessidade imensa em mudar de ambiente. Ele tem que ser admirado, a vaidade está passando fome!

Vaidade e ciúmes também andam de mãos dadas. Imagine um casal onde um tem mais atenção que o outro. Surge daí o ciúme, não pelo parceiro estar sendo desejado, mas por ele está roubando as atenções do outro parceiro. Surge então a tentativa de podar a admiração pela outra pessoa inflingindo regras de comportamento e retrigindo a liberdade. Vaidade é egoísmo. Por isso digo que casais muito bonitos, quando não são maduros o suficiente, nunca dão certo.

Por isso que, entra ano, sai ano, você sempre encontra as mesmas pessoas que são as mais desejadas da balada, quiçá da cidade, sozinhas. Ninguém é bom o suficiente, ou até é, mas existe o risco de assumir o lugar sob os holofotes. E sempre acabam sozinhas, ou andando em grupo. Os belos, porém amorosamente incompetentes. PATÉTICO!!!

Não confunda vaidade com auto-estima. A primeira é um vício onde sempre precisamos ser admirados por algo que somos ou temos. O segundo, é o bom-senso que sentimos em estar sempre apresentáveis, em querer cuidar de nós mesmos em nosso benefício próprio.

E, logicamente, os vaidosos de plantão vão me taxar de invejoso. Tou pouco me lixando. A acusação de inveja é apenas o modo covarde que os vaidosos tem para tirar o foco de si mesmos. Resolvem apontar as falhas do acusador, pois não possuem argumentos para discutir.

É preciso mais que corpo e rosto bonitos para ser feliz. É preciso deixar a vaidade de lado e viver socialmente, de modo irrestrito. Ou aceitar que pode terminar sozinho.

terça-feira, 25 de maio de 2010

TUDO TEM SEU FIM

Ok. Lost terminou. Acabou, zéfini, foi-se... E se você não quiser saber o quê aconteceu, não continue a ler, pois lá vem spoilers.

O final de Lost foi ducaralho e decepcionante. Foi algo digno, um grande final, mas decepcionante por que não explicou nada de nada. Os grandes mistérios da ilha, que vinham matutando na cabeça de todo mundo por seis temporadas, ficaram sem resposta. FAÇA-ME O FAVOR!!!

Entretanto, existe um outro lado. Seis anos acompanhando esse grupo de náufragos, de perdidos, fez com que me aproximasse deles, vivesse os dramas pessoais de cada um. Houveram grandes surpresas, grandes momentos, angústias sufocantes e risos soltos. Você acaba criando uma relação com todos os personagens e não há como não se importar com o destino deles.

O final é algo a se absorver, refletir. Não é algo dado pronto, mastigado. É para pensar, desafiar a inteligência. Do mesmo modo, o final deixa aberto para várias interpretações. A ilha seria um purgatório e a realidade apresentada na sexta temporada seria o paraíso? Ou essa realidade era o purgatório para reuni-los todos e os momentos da ilha aconteceram de fato? Prefiro ficar com a segunda alternativa, que parece se encaixar melhor.

O quê era a fumaça negra? E os números? E a iniciativa Dharma? E a estátua de seis dedos? Por qual motivo as grávidas morriam? E, mais importante, o quê é a ilha? Pois é, essas são algumas perguntas que ficaram e vão continuar sem respostas. Se já haviam várias teorias sobre tudo isso durante o seriado, após o final do mesmo mais teorias devem aparecer.

Se por um lado Lost foi decepcionante, por outro temos que reconhecer que ele é um divisor de águas. Sua linha narrativa, com indas e vindas ao passado e ao futuro, mudou o conceito de como fazer televisão. os criadores sabiam que o público não é burro e recorreram a ferramentas para narrar e fazer com quem acompanhasse o seriado se sentisse cada vez mais imerso no ambiente e próximo aos personagens.
O final usou e abusou do lado emotivo. Trouxe memórias de diversas temporadas, reuniu casais, resolveu desentendimentos. A cena final na igreja foi até brega, mas conseguiu arrancar meu choro, fazer-me sentir no peito que aquilo era A despedida de tantos personagens que me apeguei.

E a cena final foi significativa, com Jack caído no mesmo bambuzal de onde abrira os olhos no primeiro episódio. E acompanhado de Vincent, o qual também encontrara logo ao acordar, encontrou sua paz e fechou os olhos para finalmente encarar a morte. Ao longe, fitando um pedaço do céu, avistou o avião pelo qual Richard, Lapidus, Miles, Sawyer, Kate e Claire fugiam da ilha.

O letreiro, com a palavra "LOST" surgindo vagarosamente em fonte branca sobre fundo negro e tão vagarosamente quanto veio se desfez, pela última vez na tela. Muito não foi respondido, mas como disse Desmond: "nada mais importa". E, após estes últimos seis anos, tenho a impressão que não importa mesmo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A PRIMORDIAL NECESSIDADE DE SEPARAÇÃO DE CLASSES

Vou iniciar esse post onde, após o final dele, muitos podem me taxar de preconceituoso. Antes, gostaria de dizer que todos nós somos preconceituosos, somos "politicamente incorretos", mas temos temor em demonstrá-lo com receio de como seremos vistos pela sociedade. Talvez a questão nem seja ser preconceituoso, acho que preconceito depende da situação, do contexto. Acho melhor expor os fatos, expor minhas idéias e sintam-se à vontade para concordar, discordar e até me xingar e eu, como dono desse blog, sinto-me no direito de aceitar, discordar e, logicamente, não aprovar xingamentos e revidar os mesmos em off.

Saí neste final de semana com o namorado e amigos para a balada. O destino é o mesmo lugar que de costume, casa noturna frequentada pelas barbies e as denominadas "finas, ricas e herdeiras". A casa tem seus preços, alguns julgam de bom tamanho, outros um pouquinho salgado. A maioria diz que o preço ajuda a selecionar a clientela, fator determinante para o sucesso de uma casa.

Mas então, havia a promoção de uma revista. Você comprava a revista e ganhava de brinde um ingresso VIP para a boate, considerada umas das TOP 5 da América Latina segundo matéria do "Discovery Channel". Por cerca de R$ 13, tal espaço tornou-se acessível para pessoas menos privilegiadas. É um ato louvável? Sim, pois o chamado "povão", termo usado para rotular o conjunto de pessoas com menor renda, podia ter acesso a um universo considerado por eles como sendo "high-society". Isso eleva as pessoas, é um modo de inclusão social, de diminuir a discriminação e unir as tribos.

Mas isso só funciona na teoria. Na prática, serve somente para destacar que é preciso haver uma separação de classes. Não é possível misturar nobres e plebeus. Os plebeus não se incomodam, mas os nobres, que são os que mais gastam e assim determinam o sucesso ou o fracasso desse tipo de estabelecimento comercial, sentem-se incomodados com a presença dos menos favorecidos.

Em alguns momentos, senti-me incomodado. Todo mundo gosta de estar no meio de gente bonita. As pessoas com menos recursos se cuidam sim, mas a maioria, talvez por motivo de criação, é desleixada. FATO! Não possuem um nível estético apurado. Ok, eles fazem o que podem, mas a falta de recursos parece atrelar um menor senso estético à baixa renda. Os comentários que tenho mais ouvido é que, nas últimas noites, o local "estava cheio de gente feia". Estar no meio de pessoas bonitas eleva a moral de qualquer pessoa, mesmo ela não sendo da mesma estirpe.

O melhor modo de classificar o último final de semana seria "festa estranha com gente esquisita", como na letra de "Eduardo e Mônica" da Legião Urbana. E em termo de "gente esquisita" entendam-se pessoas que se portam de maneira esquisita, de maneira que você não está acostumado a conviver. Como, por exemplo, pessoas que te olham de cima a baixo, como se nunca tivessem visto um homem na vida. Ou soltam cantadas ridículas, provocativas, baixas. Isso quando já não chegam diretamente passando a mão ou se esfregando. Sejam francos, diante de uma pessoa interessante, que você queira conquistar, você passaria uma cantada xumbrega ou chegaria passando a mão? Você tentaria um contato visual ou olharia de cima a baixo, lambendo os lábios com lascívia? FAÇA-ME O FAVOR!!!

Outro quesito é a educação. Boa educação é fundamental. Mesmo um pouco "altos", é premente um pouco de bom senso e equilíbrio. Ser empurrado, ter o pé pisado em casa cheia é uma coisa, em casa vazia é inaceitável. Gente que grita no teu ouvido por estar deslumbrado em poder estar dançando na casa do momento pela primeira vez na vida é de deixar qualquer um bem irritado.

Por isso existe essa divisão de classes na vida. Não dá para a Classe D e E frequentar o Fasano. Logicamente, eles gostariam, pois é um lugar "chique", agraciaria o ego deles. Já os costumeiros frequentadores diriam que o nível do local caiu e passariam a considerar alternativas para o jantar. O quê a seleção natural não consegue realizar, a seleção social trata de cuidar.

A divisão de classes é fundamental. Essa separação existe pela falta de acesso à educação. Um segundo grau é essencial. Um curso universitário transforma o modo de uma pessoa pensar. Creio que ninguém discute cinema francês com o porteiro do prédio ou o manobrista do estacionamento. O motivo é que a educação cria abismos muitas vezes intransponíveis. A comunicação fica difícil. A convivência, mais ainda.

Por isso para cada classe existe um nicho. A classe alta vai ao Fasano, a média ao McDonalds e a baixa no boteco do Seu Joaquim. O mesmo prevalece na noite. Promover a inclusão dessas pessoas de poucos recursos através da promoção de uma revista pode ser bonito por um lado, mas é um tiro no pé do outro. As tribos NÃO SE MISTURAM!!! E os assíduos frequentadores, provenientes de uma classe mais abastada e melhor nível educacional, aqueles que costumam gastar mais, vão procurar outros lugares para se divertir ou ficar em casa. E quanto mais frequente esse tipo de promoção, mais a fiel clientela vai sentir seu espaço invadido e mais alternativas ela irá procurar. E todos sabem que, quanto maior essa procura por alternativas, maior o risco dos hábitos mudarem.

A tal promoção pode ser boa pelo lado lucrativo, mas é péssima para imagem da casa. Construir uma imagem leva anos, queimar a mesma é questão de dias.

Agora muitos devem pensar que sou preconceituoso. O fato é que não sou melhor que ninguém, mas procuro estar entre pessoas de mesmo nível ou de nível mais alto ainda, para meu aprimoramento pessoal. Sei muito bem qual o meu lugar e busco sempre aprimorar-me. O público mais simples tende a taxar os mais refinados de "frescos". Ou seja, ser seletivo mudou de nome.

O caso é: cada um no seu quadrado. Já devia ter aprendido a algum tempo atrás que tais promoções são sinônimos da presença de povão, normalmente estranho e mal-educado. E por esse motivo, sei que não vou sentir-me à vontade. Já tive minha época em que era um jequinha vindo do interior de São Paulo, deslumbrado com a noite. Soube ouvir de amigos dicas sobre como me portar, vestir, cuidar da aparência. Entretanto, tal povão é arredio a críticas. Quer ser compreendido, mas é justamente por causa dessa compreensão que não existe mistura.

Agora, pergunto: não querer que o povão tenha acesso ao ambiente seletivo que frequento é preconceito? Devo sentir-me mal por isso? Devo relevar ser paquerado de forma xula por quem não considero atraente, relevar a má educação generalizada? Devo procurar outros ambientes com um público com o qual eu me identifique mais?

Sinceramente, ainda acho que até um nível de qualidade na seleção da clientela deve ser mantido. E se deveria sentir-me mal por pensar assim, desculpem, mas eu não sinto.

terça-feira, 18 de maio de 2010

ARGÚRIAS CAPITALISTAS


Tem dias que você acorda amando o capitalismo. Em outros, amaldiçoa o mesmo por não permitir que você possua tudo aquilo que materialmente almeja. Parece que escreveram "POBRE" na sua testa, por maior que seja o seu salário.

As manchetes estampam o "boom" econômico do Brasil. "Nunca antes na história desse país se gastou tanto", parafraseando a anta o presidente. A que custo? As empresas percebem que podem ganhar mais e passam a exigir (e abusar mais) dos seus empregados.

Então começa o círculo vicioso. As empresas querem que você trabalhe mais, faça mais horas extras, esqueça seus Sábados e Domingos. E, como você quer ganhar mais, você aceita. Adeus, vida pessoal! Adeus, namoro! Adeus, amigos! Acaba se vendendo para entrar na alta sociedade capitalista (mas ainda enxerga no espelho o "P" de pobre quando se lembra que precisa comparecer naquela balada caríssima e ser visto por todos).

"Nunca antes na história desse país tercerizou-se tanto". "Nós te contratamos, mas somente como pessoa jurídica. Você vai até ganhar a mais!". Você aceita, mas acaba esquecendo da absurda carga tributária que existem sobre as pequenas empresas. Então eles passam a te exigir horas extras (que são pagas como horas normais), a te cobrar horários, resultados...como se você fosse CLT mas, adivinhe, os capitalistas não estão gastando um tostão com FGTS, previdência, férias ou décimo terceiro salário! Porque você não tem direito! Deve se comportar como CLT, mas sem direito aos direitos de um CLTista.

Adeus FGTS! Adeus férias! Adeus saúde, vida social, academia, balada...

Somente se for para os outros. Pois eu prefiro dizer NÃO a certas facetas do capitalismo. E preservar minha vida pessoal íntegra. Trabalho para viver, não vivo para trabalhar.

E sempre é bom impor limites e exigir respeito. Isso deve partir de todos para mudar esse quadro.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BRIGA DE CACHORRO GRANDE


Atualmente, a Apple é sinônimo de ser "cool", ser antenado. Seus gadgets, dentre eles a trinca iPod, iPhone e iPad, são sinônimos de modernidade. Porém, a coisa pode começar a complicar para a empresa da maçã.

Desde o iPod, ficou claro o modelo de negócios da Apple: criar aparelhos com sistemas fechados, onde só se é possível conseguir arquivos e programas da loja online da Apple e assim aumentar muito o seu lucro. Confesso, é uma estratégia brilhante, mas ao mesmo tempo é um tiro no pé. E por causa dessa estratégia e de uma recente briga com a Adobe, a Apple vem demonstrando que é tão dominadora e hipócrita quanto a Microsoft.

A briga da Adobe já vem de longa data: desde o lançamento do iPhone. Porém accirrou-se mais ainda com o lançamento do iPad. O motivo? O software Flash, de propriedade da Adobe, onipresente por toda a Internet.

O Flash é um software que permite a criação de banners animados, jogos e conteúdo de vídeo e som, entre outras coisas. Um vídeo no YouTube funciona encima da plataforma Flash. O jogo Farmville, presente no Facebook, também. O Flash está em todo lugar por muito, muito tempo.

Entretanto, o Flash não funciona nos sistemas da Apple. Nem no iPhone e muito menos no iPad. Para quem pretende lançar um aparelho que navegue na Internet, essa é uma falha muito grave. Ter um iPad que não pode exibir um vídeo online é muito frustante.

Recentemente, a Adobe desistiu de adaptar o Flash para os eletrônicos da Apple. A Adobe alega que a Apple blinda demais o conteúdo do iPhone/iPad e não está disposta a fornecer material suficiente sobre o mesmo ou realizar adaptações para facilitar o trabalho da Adobe. A Adobe, simplesmente deu as costas para a maçã.

Steve Jobs, CEO da Apple, retrucou dizendo que o Flash é um padrão fechado. Foi plenamente apoiado pela Microsoft (uma das acionistas da Apple, vale lembrar), que emendou dizendo que o futuro pertence ao HTML5, nova versáo da linguagem de programação de páginas web. Porém, vale lembrar que o HTML5 não incorpora todas as funções do Flash. Além disso, levará um tempo até que uma boa quantidade de sites resolvam migrar para o novo formato (estimo cerca de 2 anos). Daí pergunto: você compraria um iPad sabendo que ele só navegará com total funcionalidade na web daqui a 2 anos?

Jobs também retrucou que o Flash consome muita bateria. Acho uma tremenda cascata! Tenho um celular com Windows Mobile e com Flash e não vejo nenhum pico de consumo de energia quando o uso da ferramenta da Adobe.

Para complicar mais o cenário, a Apple está sendo acusada de truste. O principal motivo é que, para uma pessoa desenvolver um aplicativo para iPhone ou iPad, ela obrigatoriamente tem que utilizar as ferramentas fornecidas pela Apple, o quê é proibido pelas leis antitruste americanas. Ou seja, o modelo de negócios da Apple começa a ruir. O Governo americano ainda não decidiu qual agência será responsável por investigar a Apple.

Em resumo, a Apple que ao mesmo tempo prega que só utiliza padrões abertos, fecha o software do iPhone/iPad para impedir a concorrência. FAÇA-ME O FAVOR!!!

A Apple pode ter revolucionado a indústria de tecnologia. Mas de nada adianta sustentar-se encima de um modelo de negócios hipócrita e ainda querer posar de santo. Por essas, ainda prefiro manter-me longe da tentação da maçã.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O TÍPICO ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA BRASILEIRA

Muita gente se animou com as notícias que o Brasil iria sediar uma Copa em 2014 e uma Olímpiada em 2016. Inclusive eu. Eu gosto de futebol, apesar de não assistir mais às partidas pela TV e apenas acompanhar os resultados pela Internet (sou Palmeirense, aliás). E tenho o desejo de assistir um jogo do Brasil na Copa aqui no país. Porém, as notícias são cada vez mais desanimadoras.

A FIFA está literalmente fula da vida com o Brasil. Depois de adiar por três vezes o prazo para início das obras, a FIFA anunciou, conforme publicado na revista VEJA, que possui um plano B: transferir a Copa de 2014 para a Inglaterra. Seria uma vergonha sem tamanho para o país do futebol.

Jerome Valcke, secretário-geral da FIFA, chegou a alfinetar dizendo algo assim: "Nada se faz no Brasil por causa das eleições, daí depois vem o Carnaval. O Brasil só vai se mexer depois do Carnaval?". É BEM PROVÁVEL SENHOR JEROME!

Gorvernadores não fazem nada pois não sabe se poderão tirar uma lasquinha do dinheiro que vai entrar para construir os estádios. O Brasil quer se mostrar um país de primeiro mundo, porém está assinando um atestado de incompetência sem precedentes. FAÇA-ME O FAVOR!!!

Tenho tido novamente orgulho de bater no peito e falar que sou Brasileiro. Mas a burocracia, a falta de organização dos governos estaduais e federal somada a falta de iniciativa deixam-me muito envergonhado. Espero que atitudes sejam tomadas para evitar um dos maiores micos da história do futebol mundial.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MAIS RASO QUE XÌCARA DE CHÁ


Sabe um filme raso? Aquele em que parece que faltou mais substância, que algumas coisas poderiam ser melhor exploradas. Que ficou morno demais, bem no meio termo. Algo muito mais-ou-menos.

Bom..."Alice no País das Maravilhas" é assim.
Sou fã icondicional de Tim Burton, mas preciso reconhecer quando ele não acerta a mão. Quando ele cria algo que já vimos antes. Algo que fica difícil elogiar. Também não é de se jogar pedras, acusar, mas fica mais fácil falar sobre o quê ele não fez ou o que poderia ser feito.

Essa versão de Alice nada mais é que uma continuação. Ou melhor, uma roteiro criado por Tim Burton utilizando-se dos já clássicos personagens criados por Lewis Carrol.

A receita é bem conhecida. Alice, agora com 19 anos, pede um tempo para pensar numa proposta de casamento e sai correndo atrás co coelho branco. Cai novamente no País das Maravilhas, reencontra amigos e tem que cumprir um destino para livrar o país do jugo da Rainha Vermelha (ou Rainha de Copas, whatsoever) e restaurar a coroa para a Rainha Branca.
A jornada, é bem aguada. Ou melhor, mais rasa que um pires com água. Visualmente, o filme é deslumbrante, mas o roteiro "arroz com feijão" típico da Disney não emociona, não entusiasma, apenas entretém.

Tim Burton, por contrato, ainda precisa realizar mais um filme para a Disney. Desejo boa sorte e espero que seja algo bem mais trabalhado que esse Alice.