terça-feira, 18 de maio de 2010
ARGÚRIAS CAPITALISTAS
Tem dias que você acorda amando o capitalismo. Em outros, amaldiçoa o mesmo por não permitir que você possua tudo aquilo que materialmente almeja. Parece que escreveram "POBRE" na sua testa, por maior que seja o seu salário.
As manchetes estampam o "boom" econômico do Brasil. "Nunca antes na história desse país se gastou tanto", parafraseando a anta o presidente. A que custo? As empresas percebem que podem ganhar mais e passam a exigir (e abusar mais) dos seus empregados.
Então começa o círculo vicioso. As empresas querem que você trabalhe mais, faça mais horas extras, esqueça seus Sábados e Domingos. E, como você quer ganhar mais, você aceita. Adeus, vida pessoal! Adeus, namoro! Adeus, amigos! Acaba se vendendo para entrar na alta sociedade capitalista (mas ainda enxerga no espelho o "P" de pobre quando se lembra que precisa comparecer naquela balada caríssima e ser visto por todos).
"Nunca antes na história desse país tercerizou-se tanto". "Nós te contratamos, mas somente como pessoa jurídica. Você vai até ganhar a mais!". Você aceita, mas acaba esquecendo da absurda carga tributária que existem sobre as pequenas empresas. Então eles passam a te exigir horas extras (que são pagas como horas normais), a te cobrar horários, resultados...como se você fosse CLT mas, adivinhe, os capitalistas não estão gastando um tostão com FGTS, previdência, férias ou décimo terceiro salário! Porque você não tem direito! Deve se comportar como CLT, mas sem direito aos direitos de um CLTista.
Adeus FGTS! Adeus férias! Adeus saúde, vida social, academia, balada...
Somente se for para os outros. Pois eu prefiro dizer NÃO a certas facetas do capitalismo. E preservar minha vida pessoal íntegra. Trabalho para viver, não vivo para trabalhar.
E sempre é bom impor limites e exigir respeito. Isso deve partir de todos para mudar esse quadro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário