Ok. Lost terminou. Acabou, zéfini, foi-se... E se você não quiser saber o quê aconteceu, não continue a ler, pois lá vem spoilers.
O final de Lost foi ducaralho e decepcionante. Foi algo digno, um grande final, mas decepcionante por que não explicou nada de nada. Os grandes mistérios da ilha, que vinham matutando na cabeça de todo mundo por seis temporadas, ficaram sem resposta. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Entretanto, existe um outro lado. Seis anos acompanhando esse grupo de náufragos, de perdidos, fez com que me aproximasse deles, vivesse os dramas pessoais de cada um. Houveram grandes surpresas, grandes momentos, angústias sufocantes e risos soltos. Você acaba criando uma relação com todos os personagens e não há como não se importar com o destino deles.
O final é algo a se absorver, refletir. Não é algo dado pronto, mastigado. É para pensar, desafiar a inteligência. Do mesmo modo, o final deixa aberto para várias interpretações. A ilha seria um purgatório e a realidade apresentada na sexta temporada seria o paraíso? Ou essa realidade era o purgatório para reuni-los todos e os momentos da ilha aconteceram de fato? Prefiro ficar com a segunda alternativa, que parece se encaixar melhor.
O quê era a fumaça negra? E os números? E a iniciativa Dharma? E a estátua de seis dedos? Por qual motivo as grávidas morriam? E, mais importante, o quê é a ilha? Pois é, essas são algumas perguntas que ficaram e vão continuar sem respostas. Se já haviam várias teorias sobre tudo isso durante o seriado, após o final do mesmo mais teorias devem aparecer.
Se por um lado Lost foi decepcionante, por outro temos que reconhecer que ele é um divisor de águas. Sua linha narrativa, com indas e vindas ao passado e ao futuro, mudou o conceito de como fazer televisão. os criadores sabiam que o público não é burro e recorreram a ferramentas para narrar e fazer com quem acompanhasse o seriado se sentisse cada vez mais imerso no ambiente e próximo aos personagens.
O final usou e abusou do lado emotivo. Trouxe memórias de diversas temporadas, reuniu casais, resolveu desentendimentos. A cena final na igreja foi até brega, mas conseguiu arrancar meu choro, fazer-me sentir no peito que aquilo era A despedida de tantos personagens que me apeguei.
E a cena final foi significativa, com Jack caído no mesmo bambuzal de onde abrira os olhos no primeiro episódio. E acompanhado de Vincent, o qual também encontrara logo ao acordar, encontrou sua paz e fechou os olhos para finalmente encarar a morte. Ao longe, fitando um pedaço do céu, avistou o avião pelo qual Richard, Lapidus, Miles, Sawyer, Kate e Claire fugiam da ilha.
O letreiro, com a palavra "LOST" surgindo vagarosamente em fonte branca sobre fundo negro e tão vagarosamente quanto veio se desfez, pela última vez na tela. Muito não foi respondido, mas como disse Desmond: "nada mais importa". E, após estes últimos seis anos, tenho a impressão que não importa mesmo.
O final de Lost foi ducaralho e decepcionante. Foi algo digno, um grande final, mas decepcionante por que não explicou nada de nada. Os grandes mistérios da ilha, que vinham matutando na cabeça de todo mundo por seis temporadas, ficaram sem resposta. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Entretanto, existe um outro lado. Seis anos acompanhando esse grupo de náufragos, de perdidos, fez com que me aproximasse deles, vivesse os dramas pessoais de cada um. Houveram grandes surpresas, grandes momentos, angústias sufocantes e risos soltos. Você acaba criando uma relação com todos os personagens e não há como não se importar com o destino deles.
O final é algo a se absorver, refletir. Não é algo dado pronto, mastigado. É para pensar, desafiar a inteligência. Do mesmo modo, o final deixa aberto para várias interpretações. A ilha seria um purgatório e a realidade apresentada na sexta temporada seria o paraíso? Ou essa realidade era o purgatório para reuni-los todos e os momentos da ilha aconteceram de fato? Prefiro ficar com a segunda alternativa, que parece se encaixar melhor.
O quê era a fumaça negra? E os números? E a iniciativa Dharma? E a estátua de seis dedos? Por qual motivo as grávidas morriam? E, mais importante, o quê é a ilha? Pois é, essas são algumas perguntas que ficaram e vão continuar sem respostas. Se já haviam várias teorias sobre tudo isso durante o seriado, após o final do mesmo mais teorias devem aparecer.
Se por um lado Lost foi decepcionante, por outro temos que reconhecer que ele é um divisor de águas. Sua linha narrativa, com indas e vindas ao passado e ao futuro, mudou o conceito de como fazer televisão. os criadores sabiam que o público não é burro e recorreram a ferramentas para narrar e fazer com quem acompanhasse o seriado se sentisse cada vez mais imerso no ambiente e próximo aos personagens.
O final usou e abusou do lado emotivo. Trouxe memórias de diversas temporadas, reuniu casais, resolveu desentendimentos. A cena final na igreja foi até brega, mas conseguiu arrancar meu choro, fazer-me sentir no peito que aquilo era A despedida de tantos personagens que me apeguei.
E a cena final foi significativa, com Jack caído no mesmo bambuzal de onde abrira os olhos no primeiro episódio. E acompanhado de Vincent, o qual também encontrara logo ao acordar, encontrou sua paz e fechou os olhos para finalmente encarar a morte. Ao longe, fitando um pedaço do céu, avistou o avião pelo qual Richard, Lapidus, Miles, Sawyer, Kate e Claire fugiam da ilha.
O letreiro, com a palavra "LOST" surgindo vagarosamente em fonte branca sobre fundo negro e tão vagarosamente quanto veio se desfez, pela última vez na tela. Muito não foi respondido, mas como disse Desmond: "nada mais importa". E, após estes últimos seis anos, tenho a impressão que não importa mesmo.

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