A vaidade guia a humanidade. FATO! Não existe pessoa isenta de vaidade, todos nós a temos. Alguns em menor escala, outros em escala enorme, quase icomensurável. O Lula tem vaidade, o Dalai Lama tem vaidade, o Papa tem vaidade, os gogos da vida tem vaidade (uff...e como), sua mãe tem vaidade! É algo com que nascemos e morremos, com o que aprendemos a conviver.O fato de queremos ser admirados por alguma coisa é o quê alimenta nossa vaidade. Seja por atributos físicos, por roupas, por carros, casas, até por ações ditas como "sem fins lucrativos". Ninguém, eu disse NINGUÉM, faz algo por outra pessoa sem esperar, ao menos, um reconhecimento. FATO! NÃO EXISTE PESSOA 100% ALTRUÍSTA!!!!
A sociedade prega que ser vaidoso em demasia é um defeito. Devemos ter um bom-sendo para cuidarmos de nós mesmos e de nossas posses e evitar um desvario que levaria a ostensividade e ajudaria a nos classificarmos como fúteis. Ir a uma festona utilizando o óculos Armani é uma coisa, ir tomar café da manhã na vendinha da esquina já é algo do tipo "FAÇA-ME O FAVOR"!!!
A vaidade está intimamente ligada ao erotismo. Sério! Podemos arrumar do cabelo, passar um perfume e colocar uma roupa que realce o corpo quando saímos para trabalhar. Talvez seja algo inconsciente mas, no fundo, queremos chamar a atenção. Gostamos que as pessoas nos notem e isso nos excita, com ou sem manifestação sexual. O erotimos não precisa nos deixar "em ponto de bala", necessariamente. E não importa se você é solteiro, casado ou até celibatário, o fato de ser admirado mexe com nosso interior, por conseguinte, com nosso erotismo.
Quando levamos um modo de vida para alimentar essa vaidade, a coisa começa a ficar doentia. Acho absurdo a quantidade de pessoas que vive em função de se fazer notado, chegando ao cúmulo de selecionar seus amigos pela aparência física. Quer deixar uma barbie paranóica? Ignore ela. Não importa se você é homem, mulher, feio, bonito, magro, malhado, gordo, negro, oriental... Quanto mais bonito(a) a pessoa se considerar, mas ela precisa alimentar sua vaidade. Os ditos bombadões não precisam esforçar-se muito, basta irem aos lugares certos. Mas jogue um malhadão em um ambiente onde ninguém o note (um colégio de freiras ou um congresso científico onde as pessoas estão mais interessadas em discutir idéias). Ele vai sentir-se desesperado, uma necessidade imensa em mudar de ambiente. Ele tem que ser admirado, a vaidade está passando fome!
Vaidade e ciúmes também andam de mãos dadas. Imagine um casal onde um tem mais atenção que o outro. Surge daí o ciúme, não pelo parceiro estar sendo desejado, mas por ele está roubando as atenções do outro parceiro. Surge então a tentativa de podar a admiração pela outra pessoa inflingindo regras de comportamento e retrigindo a liberdade. Vaidade é egoísmo. Por isso digo que casais muito bonitos, quando não são maduros o suficiente, nunca dão certo.
Por isso que, entra ano, sai ano, você sempre encontra as mesmas pessoas que são as mais desejadas da balada, quiçá da cidade, sozinhas. Ninguém é bom o suficiente, ou até é, mas existe o risco de assumir o lugar sob os holofotes. E sempre acabam sozinhas, ou andando em grupo. Os belos, porém amorosamente incompetentes. PATÉTICO!!!
Não confunda vaidade com auto-estima. A primeira é um vício onde sempre precisamos ser admirados por algo que somos ou temos. O segundo, é o bom-senso que sentimos em estar sempre apresentáveis, em querer cuidar de nós mesmos em nosso benefício próprio.
E, logicamente, os vaidosos de plantão vão me taxar de invejoso. Tou pouco me lixando. A acusação de inveja é apenas o modo covarde que os vaidosos tem para tirar o foco de si mesmos. Resolvem apontar as falhas do acusador, pois não possuem argumentos para discutir.
É preciso mais que corpo e rosto bonitos para ser feliz. É preciso deixar a vaidade de lado e viver socialmente, de modo irrestrito. Ou aceitar que pode terminar sozinho.
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