1 - O amor existe.
2 - É importante conhecer melhor as pessoas que sempre estão ao seu lado.
3 - Seus amigos são sua segunda família. Mas como toda família, esteja sempre abertos para novos membros.
4 - Você tem direito, religiosamente, de acreditar no que quiser. Mas precisa respeitar aqueles que escolheram acreditar em nada.
5 - Saúde sempre em primeiro lugar.
6 - Depois de um certo tempo, tudo parece igual. Alternativas são necessárias: um bom filme, seriado, um dia no parque....
7 - Tome cuidado das suas finanças.
8 - Nunca deixe de procurar ajuda, profissional ou não, quando na sua cabeça achar que tudo está saindo dos trilhos.
9 - Paciência sempre será uma virtude.
10 - Aprenda a ouvir críticas, mesmo as negativas. Não importa de quem venha, analise e descubra qual o fundo de verdade e como crescer com elas.
A todos meus leitores, FELIZ 2011!!!!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
FOI MAIS DO QUE ULTRA
NUNCA, EU DISSE NUNCA, CLUBE NOTURNO OU LABEL PARTY CONSEGUIU FAZER UMA FESTA QUE SEQUER CHEGASSE AOS PÉS DO UMF.
Eu precisa começar assim, com o caps lock ligado, pois é algo a se ressaltar. O Ultra Music Festival, mais conhecido como UMF, foi uma das melhores festas de música eletrônica que já fui. Talvez tenha sido a melhor. Sim, houveram erros, mas nada que se compare com a vibe e qualidade de som que presenciei. Algo tão memorável ajuda a apagar qualquer grande problema tenha ocorrido.
Muitos podem reclamar dos defeitos. O local é longe, na Vila Sônia. A chácara do jockey é ótima em dia de sol, mas por causa da chuva que caiu no dia do evento estávamos dançando na lama. Tênis e barra da calça ficaram uma sujeira só. O atendimento nos caixas para comprar fichas era lento, devido à preguiça dos atendentes. Um deles chegava a sentar numa cadeira e ficar quieto após atender um cliente e fingia que não havia fila, somente levantava depois que você o chamava. Em consequência, os bares estavam entupidos, menos os dos camarotes. Mal haviam placas indicando onde ficava cada tenda e camarote. Certo, haviam mapas mas faltou o bom senso de em cada mapa colocar um sinal indicando "você está aqui". E somente são esses os defeitos que me incomodaram.
O som maravilhoso, espetacular, incrível que estava rolando somada à vibe dos amigos transformaram meu Sábado em um momento mágico. Moby, Kaskade, Groove Armada e Fatboy Slim foram um exemplo perfeito do quê é saber devolver a energia para a pista. Foram muito além das minhas expectativas.
Com nomes de peso assim, era compreensível que tendas e camarotes, com exceção do camarote Ultra Vip, ficassem às moscas. Não estou desmerecendo ninguém, mas era claro que todos estavam ali para ouvir algo diferente, viver uma experiência diferente. O lado esquerdo ficou tomado pelo pessoal que já encontramos na noite GLS e ouve muito respeito da galera HT. Não vi brigas, não fiquei sabendo de furtos, somente de todo mundo na mesma onda: diversão.
Uma coisa que me impressionou foi a educação dos seguranças. Um exemplo foi quando dois seguranças pegaram no flagra dois homens fumando maconha. Um dos seguranças usou das seguintes palavras: "Desculpe, mas é proibido o consumo de drogas aqui". O cara ainda tentou argumentar, dizendo que era uma rave, que todo mundo usava. E o segurança: "Por favor, senão seremos obrigados a te levar ao posto da polícia". O rapaz, contrariado, entregou o cigarro e os seguranças foram embora. Não vi segurança gritando ou intimidando ninguém.
Os banheiros, apesar de serem banheiros químicos, estavam tranquilos. E limpos! Pelo menos os da tenda da The Week, onde havia uma fila, mas a mesma andava bem rápido.
Destaque também para o público. A maior concentração de gente bonita por metro quadrado. Pescoço ficou doendo de tanto virar a cabeça.
Cheguei às quatro horas da tarde aproximadamente e me mandei por volta das uma e meia da manhã. E tinha muito som rolando ainda. Fiquei sabendo que às duas tudo tinha terminado. Mas saí de alma lavada, por ter curtido um som diferente e excepcional. E ainda preciso de um descanso merecido para os pés doloridos e pernas bambas. No UMF, era impossível ficar parado.
A organização possui os direitos de organizar o UMF até 2015. Não sei se irei em todos, mas vontade não falta.
Eu precisa começar assim, com o caps lock ligado, pois é algo a se ressaltar. O Ultra Music Festival, mais conhecido como UMF, foi uma das melhores festas de música eletrônica que já fui. Talvez tenha sido a melhor. Sim, houveram erros, mas nada que se compare com a vibe e qualidade de som que presenciei. Algo tão memorável ajuda a apagar qualquer grande problema tenha ocorrido.Muitos podem reclamar dos defeitos. O local é longe, na Vila Sônia. A chácara do jockey é ótima em dia de sol, mas por causa da chuva que caiu no dia do evento estávamos dançando na lama. Tênis e barra da calça ficaram uma sujeira só. O atendimento nos caixas para comprar fichas era lento, devido à preguiça dos atendentes. Um deles chegava a sentar numa cadeira e ficar quieto após atender um cliente e fingia que não havia fila, somente levantava depois que você o chamava. Em consequência, os bares estavam entupidos, menos os dos camarotes. Mal haviam placas indicando onde ficava cada tenda e camarote. Certo, haviam mapas mas faltou o bom senso de em cada mapa colocar um sinal indicando "você está aqui". E somente são esses os defeitos que me incomodaram.
O som maravilhoso, espetacular, incrível que estava rolando somada à vibe dos amigos transformaram meu Sábado em um momento mágico. Moby, Kaskade, Groove Armada e Fatboy Slim foram um exemplo perfeito do quê é saber devolver a energia para a pista. Foram muito além das minhas expectativas.
Com nomes de peso assim, era compreensível que tendas e camarotes, com exceção do camarote Ultra Vip, ficassem às moscas. Não estou desmerecendo ninguém, mas era claro que todos estavam ali para ouvir algo diferente, viver uma experiência diferente. O lado esquerdo ficou tomado pelo pessoal que já encontramos na noite GLS e ouve muito respeito da galera HT. Não vi brigas, não fiquei sabendo de furtos, somente de todo mundo na mesma onda: diversão.
Uma coisa que me impressionou foi a educação dos seguranças. Um exemplo foi quando dois seguranças pegaram no flagra dois homens fumando maconha. Um dos seguranças usou das seguintes palavras: "Desculpe, mas é proibido o consumo de drogas aqui". O cara ainda tentou argumentar, dizendo que era uma rave, que todo mundo usava. E o segurança: "Por favor, senão seremos obrigados a te levar ao posto da polícia". O rapaz, contrariado, entregou o cigarro e os seguranças foram embora. Não vi segurança gritando ou intimidando ninguém.
Os banheiros, apesar de serem banheiros químicos, estavam tranquilos. E limpos! Pelo menos os da tenda da The Week, onde havia uma fila, mas a mesma andava bem rápido.
Destaque também para o público. A maior concentração de gente bonita por metro quadrado. Pescoço ficou doendo de tanto virar a cabeça.
Cheguei às quatro horas da tarde aproximadamente e me mandei por volta das uma e meia da manhã. E tinha muito som rolando ainda. Fiquei sabendo que às duas tudo tinha terminado. Mas saí de alma lavada, por ter curtido um som diferente e excepcional. E ainda preciso de um descanso merecido para os pés doloridos e pernas bambas. No UMF, era impossível ficar parado.
A organização possui os direitos de organizar o UMF até 2015. Não sei se irei em todos, mas vontade não falta.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
AS REDES (ANTI-)SOCIAIS
A coisa que eu acho a mais absurda é o pessoal que vive processando Google, Facebook e afins por causa de alguma difamação. Ou achar que o Google deve implementar alguma ferramenta no Orkut para evitar calúnia. FAÇA-ME O FAVOR!!!! É o mesmo que pedir que o programador tire um coelho da cartola, que fique na cor que você quiser e fale cinco idiomas.
Com o surgimento de blogs, deu-se ao usuário comum o poder que somente jornais, emissoras de televisão, rádios e revistas possuíam: o poder de atingir as massas. Os grandes meios de comunicação não sabiam o quê fazer quando viram blogs e mais blogs ganhando, em questão de dias, a credibilidade que eles levaram anos para conseguir. Criticar qualquer um, famoso ou não, tornou-se tão fácil quanto falar ao telefone. Mas nada que se compare com a ascensão das redes sociais.
A falta de tempo das pessoas trouxe o conceito de microblog, como o Twitter. Poder escrever rapidamente o que der na telha e atingir uma grande quantidade de pessoas tornou-se a realização do sonho de muita gente: falar e ser ouvido (ou melhor, postar e ser lido). O Facebook não perdeu tempo e implementou funcionalidade em seus perfis, sendo seguido pelo Orkut (que o fez muito mal e porcamente).
Então o usuário com seu lindo perfil no Orkut/Facebook/Twitter percebeu o poder que tinha em mãos: o de malhar quem ele quisesse. Falar mal, criticar, lançar boatos. Processos e mais processos passaram a surgir. E o engraçado é que os culpados são sempre as empresas que prestam os serviços, nunca os usuários. Os usuários nunca colocaram informações sensíveis na rede, fotos que ele mesmo não postaria no mural da empresa ou opiniões comprometedoras. Cada um responsável por aquilo que coloca online, ponto final! Se outra pessoa acaba com seus argumentos ou repassa uma foto sua, foi simplesmente por que você o permitiu. Pessoas precisam parar de se fazerem de vítimas e assumir responsabilidade por dados publicados, sejam seus ou de outros.
Um exemplo é uma mulher que processou o Google quando descobriu que uma comunidade foi criada no Orkut acusando-a de caloteira. O juiz entendeu que o Google, responsável pelo Orkut, teria que controlar esse tipo de calúnia dentro de sua rede social. Colocar algum tipo de moderação de comunidades. Isso vai de encontro com a agilidade que as redes sociais demandam, a de escrever um post ou criar uma comunidade e ter imediatamente disponível na Internet. Também vai de encontro ao pensamento da maioria dessas empresas, de que a Internet precisa ser um território livre, onde todos podem se expressar. A responsabilidade é do indivíduo, não da empresa. Cabe ao Google recurso ainda, mas acredito que ele poderia ser mais colaborativo com a Justiça. Vide que, em respeito à privacidade, ele sempre sente-se reticente em divulgar dados de terceiros para a Justiça.
Um exemplo antagônico foi o que aconteceu outro dia, também envolvendo o Google. O candidato ao Senado Netinho de Paula entrou com um processo contra o Google devido a um vídeo postado no YouTube onde o mesmo lembrava à população que o candidato já havia agredido imprensa (no caso, o repórter Vesgo do programa "Pânico na TV") e a ex-esposa, ambos os fatos já conhecidos do grande público. O Google forneceu os dados da pessoa que postou o vídeo, mas não conseguiu isentar-se da culpa. Essa semana, o Google venceu em última instância, visto que os fatos não eram inverídicos.
Daí vem a coisa: será que a caloteira do Mato Grosso não fez por merecer? Não querendo imputar a culpa em ninguém, todos são inocentes perante à Lei até que se prove o contrário. Mas considero um exagero considerar as empresas como responsáveis pelas palavras de outros. Queremos uma Internet livre ou censurada? Repito: pessoas precisam ter bom senso e responsabilidade sobre o que postam na rede, seja sobre elas mesmas ou sobre os outros. Você é aquilo que você posta.
Com o surgimento de blogs, deu-se ao usuário comum o poder que somente jornais, emissoras de televisão, rádios e revistas possuíam: o poder de atingir as massas. Os grandes meios de comunicação não sabiam o quê fazer quando viram blogs e mais blogs ganhando, em questão de dias, a credibilidade que eles levaram anos para conseguir. Criticar qualquer um, famoso ou não, tornou-se tão fácil quanto falar ao telefone. Mas nada que se compare com a ascensão das redes sociais.
A falta de tempo das pessoas trouxe o conceito de microblog, como o Twitter. Poder escrever rapidamente o que der na telha e atingir uma grande quantidade de pessoas tornou-se a realização do sonho de muita gente: falar e ser ouvido (ou melhor, postar e ser lido). O Facebook não perdeu tempo e implementou funcionalidade em seus perfis, sendo seguido pelo Orkut (que o fez muito mal e porcamente).
Então o usuário com seu lindo perfil no Orkut/Facebook/Twitter percebeu o poder que tinha em mãos: o de malhar quem ele quisesse. Falar mal, criticar, lançar boatos. Processos e mais processos passaram a surgir. E o engraçado é que os culpados são sempre as empresas que prestam os serviços, nunca os usuários. Os usuários nunca colocaram informações sensíveis na rede, fotos que ele mesmo não postaria no mural da empresa ou opiniões comprometedoras. Cada um responsável por aquilo que coloca online, ponto final! Se outra pessoa acaba com seus argumentos ou repassa uma foto sua, foi simplesmente por que você o permitiu. Pessoas precisam parar de se fazerem de vítimas e assumir responsabilidade por dados publicados, sejam seus ou de outros.
Um exemplo é uma mulher que processou o Google quando descobriu que uma comunidade foi criada no Orkut acusando-a de caloteira. O juiz entendeu que o Google, responsável pelo Orkut, teria que controlar esse tipo de calúnia dentro de sua rede social. Colocar algum tipo de moderação de comunidades. Isso vai de encontro com a agilidade que as redes sociais demandam, a de escrever um post ou criar uma comunidade e ter imediatamente disponível na Internet. Também vai de encontro ao pensamento da maioria dessas empresas, de que a Internet precisa ser um território livre, onde todos podem se expressar. A responsabilidade é do indivíduo, não da empresa. Cabe ao Google recurso ainda, mas acredito que ele poderia ser mais colaborativo com a Justiça. Vide que, em respeito à privacidade, ele sempre sente-se reticente em divulgar dados de terceiros para a Justiça.
Um exemplo antagônico foi o que aconteceu outro dia, também envolvendo o Google. O candidato ao Senado Netinho de Paula entrou com um processo contra o Google devido a um vídeo postado no YouTube onde o mesmo lembrava à população que o candidato já havia agredido imprensa (no caso, o repórter Vesgo do programa "Pânico na TV") e a ex-esposa, ambos os fatos já conhecidos do grande público. O Google forneceu os dados da pessoa que postou o vídeo, mas não conseguiu isentar-se da culpa. Essa semana, o Google venceu em última instância, visto que os fatos não eram inverídicos.
Daí vem a coisa: será que a caloteira do Mato Grosso não fez por merecer? Não querendo imputar a culpa em ninguém, todos são inocentes perante à Lei até que se prove o contrário. Mas considero um exagero considerar as empresas como responsáveis pelas palavras de outros. Queremos uma Internet livre ou censurada? Repito: pessoas precisam ter bom senso e responsabilidade sobre o que postam na rede, seja sobre elas mesmas ou sobre os outros. Você é aquilo que você posta.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
RELEMBRANDO O PASSADO, MELHORANDO O FUTURO
Relembrando o passado, podemos entender como chegamos até aqui. E também podemos pensar como podemos melhorar nosso futuro.
Quando falo do passado, me refiro a sete anos atrás, quando descobri a noite de São Paulo. Meu primeiro contato foi a Level, antiga casa noturna que reinou por três anos e meu primeiro contato com tudo que constitui a noite paulistana.
Acho que cabe aqui um pequeno descritivo do que era a noite de São Paulo naquela época, pois muitas pessoas que conheço hoje em dia nunca conheceram a Level. Algumas, nunca ouviram falar.
A Level ficava na Av. Marquês de São Vicente, mais certo dizer numa travessa da mesma. Na esquina ficava uma padaria onde o povo costumava comprar bebidas, cigarros, chicletes e por aí vai. Nos arredores da casa você sempre podia pegar um flyer e pagar mais barato, R$ 17 na época de seu fechamento. E todos entravam com flyers. A casa tinha uma maior preocupação em encher a casa do que com o preço da entrada propriamente dito. Só não ganhava o desconto do flyer quem não quisesse, pois os mesmos eram fartamente distribuídos logo na entrada.
O lugar era totalmente fechado. A pista não era grande. The Week, Flexx e Megga possuem pistas bem maiores. Não havia área externa. Os banheiros eram pequenos, mas davam conta do recado. Afinal, a casa não suportava tanta gente, mas por outro lado eram poucas as mulheres e heteros que marcavam presença numa casa GLS em 2003.
A pista, meio arredondada, tomava conta da parte central. De um lado ficava a chapelaria e os caixas, onde você podia comprar fichas para água, cerveja etc. Do lado oposto, ficava o bar, que geralmente era bem tranquilo. Não haviam problemas com o pessoal do bar, pois não havia como eles marcarem valores a mais. E nem problemas com perda de comandas. Por outro lado, isso limitava o lucro da casa.
Um mezanino tomava conta da parte superior da pista. Uma parte dele ficava reservada como camarote VIP. Haviam alguns sofás para os mais cansados e podia-se ver toda a pista, o que auxiliava na procura de alguém. O acesso ao mezanino não era restrito. De um lado do mezanino haviam jogos eletrônicos e, acreditem, algumas pessoas passavam o tempo jogando.
Dançar e paquerar sempre foi o forte do pessoal. A colocação era o secundário. Os seguranças sempre estavam de olho, assim como alguns policiais à paisana. Quem passava mal, era posto para fora da casa, uma vez que a mesma não possuía enfermaria. Raramente ouvia-se falar que alguém foi roubado.
As pessoas interagiam mais. O carão existia, mas não era tanto. O povo estava afim de beijar e sair com alguém para um bom sexo. A azaração corria solta, só não beijava na boca quem não queria. Muita gente bonita por todos os lados.
Durante a noite haviam algumas intervenções. A música parava e começava um show de drag queens, que dublavam algum sucesso do momento. Logicamente, isso quebrava totalmente o ritmo da noite. E ninguém gostava muito dos shows. O palco ficava de um lado da pista, enquanto do outro ficava a cabine do DJ. No palco, os gogo-boys faziam sua performance.
O espaço era mais democrático. Sempre haviam os VIPs, mas ninguém se sentia melhor do que ninguém. VIPs nunca davam uma de superiores. As pessoas conversavam mais, faziam-se mais amizades. Travas não arrumavam brigas. Aliás, nunca presenciei uma briga dentro da casa.
O clube simples, porém escuro, demais até. Sufocante às vezes, no verão chegava a ser insuportável. Porém você estava protegido da chuva e lama. As músicas repetiam-se semana após semana, a menos que aparecesse alguma novidade. Um som mais parecido com o da Blue Space, onde o povo todo sabia a letra e cantava durante a jogação. Parecia que os DJs não eram estimulados a se atualizarem. CDs com os maiores hits eram vendidos nos caixas por R$ 10.
Por volta das oito, nove da manhã, o som acabava. O after era no DEdge e sempre estava tranquilo. A maioria das pessoas preferia ir para casa descansar.
E, como todas as casas, a Level teve seus momentos bons e ruins. Assim como toda casa. E é bom relembrar os bons momentos, sejam os da semana passada, do ano passado, ou de anos atrás.
Quando falo do passado, me refiro a sete anos atrás, quando descobri a noite de São Paulo. Meu primeiro contato foi a Level, antiga casa noturna que reinou por três anos e meu primeiro contato com tudo que constitui a noite paulistana.
Acho que cabe aqui um pequeno descritivo do que era a noite de São Paulo naquela época, pois muitas pessoas que conheço hoje em dia nunca conheceram a Level. Algumas, nunca ouviram falar.
A Level ficava na Av. Marquês de São Vicente, mais certo dizer numa travessa da mesma. Na esquina ficava uma padaria onde o povo costumava comprar bebidas, cigarros, chicletes e por aí vai. Nos arredores da casa você sempre podia pegar um flyer e pagar mais barato, R$ 17 na época de seu fechamento. E todos entravam com flyers. A casa tinha uma maior preocupação em encher a casa do que com o preço da entrada propriamente dito. Só não ganhava o desconto do flyer quem não quisesse, pois os mesmos eram fartamente distribuídos logo na entrada.
O lugar era totalmente fechado. A pista não era grande. The Week, Flexx e Megga possuem pistas bem maiores. Não havia área externa. Os banheiros eram pequenos, mas davam conta do recado. Afinal, a casa não suportava tanta gente, mas por outro lado eram poucas as mulheres e heteros que marcavam presença numa casa GLS em 2003.
A pista, meio arredondada, tomava conta da parte central. De um lado ficava a chapelaria e os caixas, onde você podia comprar fichas para água, cerveja etc. Do lado oposto, ficava o bar, que geralmente era bem tranquilo. Não haviam problemas com o pessoal do bar, pois não havia como eles marcarem valores a mais. E nem problemas com perda de comandas. Por outro lado, isso limitava o lucro da casa.
Um mezanino tomava conta da parte superior da pista. Uma parte dele ficava reservada como camarote VIP. Haviam alguns sofás para os mais cansados e podia-se ver toda a pista, o que auxiliava na procura de alguém. O acesso ao mezanino não era restrito. De um lado do mezanino haviam jogos eletrônicos e, acreditem, algumas pessoas passavam o tempo jogando.
Dançar e paquerar sempre foi o forte do pessoal. A colocação era o secundário. Os seguranças sempre estavam de olho, assim como alguns policiais à paisana. Quem passava mal, era posto para fora da casa, uma vez que a mesma não possuía enfermaria. Raramente ouvia-se falar que alguém foi roubado.
As pessoas interagiam mais. O carão existia, mas não era tanto. O povo estava afim de beijar e sair com alguém para um bom sexo. A azaração corria solta, só não beijava na boca quem não queria. Muita gente bonita por todos os lados.
Durante a noite haviam algumas intervenções. A música parava e começava um show de drag queens, que dublavam algum sucesso do momento. Logicamente, isso quebrava totalmente o ritmo da noite. E ninguém gostava muito dos shows. O palco ficava de um lado da pista, enquanto do outro ficava a cabine do DJ. No palco, os gogo-boys faziam sua performance.
O espaço era mais democrático. Sempre haviam os VIPs, mas ninguém se sentia melhor do que ninguém. VIPs nunca davam uma de superiores. As pessoas conversavam mais, faziam-se mais amizades. Travas não arrumavam brigas. Aliás, nunca presenciei uma briga dentro da casa.
O clube simples, porém escuro, demais até. Sufocante às vezes, no verão chegava a ser insuportável. Porém você estava protegido da chuva e lama. As músicas repetiam-se semana após semana, a menos que aparecesse alguma novidade. Um som mais parecido com o da Blue Space, onde o povo todo sabia a letra e cantava durante a jogação. Parecia que os DJs não eram estimulados a se atualizarem. CDs com os maiores hits eram vendidos nos caixas por R$ 10.
Por volta das oito, nove da manhã, o som acabava. O after era no DEdge e sempre estava tranquilo. A maioria das pessoas preferia ir para casa descansar.
E, como todas as casas, a Level teve seus momentos bons e ruins. Assim como toda casa. E é bom relembrar os bons momentos, sejam os da semana passada, do ano passado, ou de anos atrás.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
TRAILER: A REDE SOCIAL
"A Rede Social" (The Social Network) é um filme que conta sobre a criação do Facebook. Baseado no livro de Ben Mezrich, o filme mostra como Mark Zuckerberg teria criado a maior rede social do planeta, quando estudava em Harvard em 2003, em depois de muita traição, dinheiro e sexo passou a perna no melhor amigo (brasileiro, aliás) ficando com toda a glória. E como já avisa o cartaz: "Não se consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos.". Já arrisco a dizer que pode se tornar um sério candidato ao Oscar 2011. Estréia dia 03 de Dezembro.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Encerrar uma trilogia sempre demanda um certo jogo de cintura. E muita responsabilidade para garantir de que os três filmes valeram a pena, que todos formam uma unicidade, que foram criados cada um para os outros dois.
"Toy Story 3" é, no mínimo, magnífico. Retrata o sentimento de abandono, o medo de ter chegado no fim da linha. De certo modo, mostra o receio em se aposentar, sentindo-se inútil. Tudo isso acontece quando Woody, Buzz e os outros brinquedos precisam encarar o fato de que Andy, seu dono, cresceu e está indo para a faculdade.
Por uma série de imprevistos, os brinquedos vão parar numa creche. E tudo parece ser perfeito, pois o que não falta são crianças querendo brincar com eles.
Neste ponto, "Toy Story 3" dá um salto para frente. Ao mesmo tempo que possui ótimas piadas (como o macaco com címbalos e o relacionamento entre Barbie e Ken), também possui momentos pesados, dignos de um bom filme de suspense. O vilão Lotso é um espetáculo à parte.
O roteiro é uma delícia em termos de criatividade. Muito bem desenvolvido e com ótimas sacadas. O tipo de roteiro que te envolve completamente.
E finalizando: o final é digno do fim de uma trilogia. Impossível conter o choro. Relembra o quê é ser inocente, o quê significa ser criança e o verdadeiro valor da amizade. Uma nostalgia da infância toma conta e as lágrimas se fazem presentes. E arrisco: "Toy Story 3" tem vaga garantida ao Oscar de "Melhor Filme". Não é à toa que a Pixar se supera a cada ano.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
SEJA CONTRA, MAS SEJA EDUCADO
Hoje em dia a Copa do Mundo de Futebol, organizada a 4 anos pela FIFA, tornou-se um dos eventos esportivos de maior importância no mundo. Cada vez mais países mostram-se interessados em participar. Fiquei sabendo por amigos que moram nos EUA que nunca os americanos entraram tanto no clima como nesta Copa.
Assim como existem pessoas que aguardam ansiosamente por uma Copa do Mundo, enfeitam casas, usam camisa da seleção e compram bandeiras, existe uma parcela que é totalmente aversa a idéia. Um amigo no Facebook até fez o (infeliz) comentário de que tudo não passa de uma alienação.
Eu adoro Copa do Mundo e nem por isso sou alienado. Sou Palmeirense, mas não acompanho todas as partidas. Assisto uma ou outra, quando não existem outras prioridades.
Culturalmente, valoriza-se muito o futebol no Brasil. É o "circo" do pobre, mesmo que este não possua o "pão". É o que ajuda o povo esquecer um pouco as argúrias da vida, é divertimento popular, é alegria.
Muitos dizem que brasileiro só é patriota em época de Copa. Bom, digo que não existe cidadão, não importa de qual país, que seja patriota em tempo integral. Alemães sentem vergonha pelo holocausto, Americanos nem gostam de ser lembrados das cagadas do Bush e por aí vai. Ser patriota consiste não em amar o país em sua forma política, mas amar o país em sua forma cultural. Eu sinto orgulho do Brasil em alguns aspectos assim como tenho vergonha em outros. E se muitos somente são patriotas em época de Copa do Mundo, é porque temos orgulhos de nossa capacidade. Devemos ter orgulhos de nossas virtudes e sermos humildes nos nossos erros. Isso sim é ser patriota. Acredito que a maioria das pessoas pensa assim, então acho simplória a afirmação que brasileiro só é patriota em Copa. A maioria é patriota, o ano todo, em maior ou menor grau.
Sobre a "alienação", acho que não é algo generalizado. Um país parar para assistir um jogo não é exclusivo de brasileiros. Na Inglaterra, Alemanha, Argentina e outros ocorre o mesmo. A Copa é importante para eles assim como é para nosso povo. É parte de nossa cultura. Alienados são na verdade aqueles que, por exemplo, indolatram a Lady Gaga por qualquer merda que ela faz. Alienado é aquele que defende uma balada que já não é mais tão boa, xingando em blog qualquer um que discorde. Alienados são aqueles em que o mundo se resume a balada, colocação, pegação, aparência deixando carreira, relacionamentos e até a saúde em segundo plano.
Se o Brasil pára para assistir ao jogo da seleção na Copa do Mundo, isso é motivo de patriotismo, de alegria. Devemos sim ter orgulho da seleção, do crescimento econômico, da alegria do nosso povo, da beleza do nosso Carnaval, da beleza do nosso povo. Temos muitos defeitos, mas ficar focando somente neles é ter uma visão pessimista em tempo integral. A vida não é perfeita, nem no Brasil, nem em qualquer país.
Quem não gosta de Copa, de futebol, seja por causa do destaque execessivo na mídia, dos incansáveis comerciais na TV ou pela bagunça, tem todo direito de reclamar. Mas acho que respeitar a paixão dos outros é essencial para uma boa convivência. Não estou pedindo para gostar, estou pedindo para compreender, entender as pessoas antes de rotular de "falso patriota" ou "alienado".
E se tudo não está bem no dito País do Futebol, o que podemos fazer é curtir a festa (com responsabilidade) e, após a Copa, pensarmos bem em que vamos votar na eleições. Patriotismo se exerce também nas urnas.
Assim como existem pessoas que aguardam ansiosamente por uma Copa do Mundo, enfeitam casas, usam camisa da seleção e compram bandeiras, existe uma parcela que é totalmente aversa a idéia. Um amigo no Facebook até fez o (infeliz) comentário de que tudo não passa de uma alienação.
Eu adoro Copa do Mundo e nem por isso sou alienado. Sou Palmeirense, mas não acompanho todas as partidas. Assisto uma ou outra, quando não existem outras prioridades.
Culturalmente, valoriza-se muito o futebol no Brasil. É o "circo" do pobre, mesmo que este não possua o "pão". É o que ajuda o povo esquecer um pouco as argúrias da vida, é divertimento popular, é alegria.
Muitos dizem que brasileiro só é patriota em época de Copa. Bom, digo que não existe cidadão, não importa de qual país, que seja patriota em tempo integral. Alemães sentem vergonha pelo holocausto, Americanos nem gostam de ser lembrados das cagadas do Bush e por aí vai. Ser patriota consiste não em amar o país em sua forma política, mas amar o país em sua forma cultural. Eu sinto orgulho do Brasil em alguns aspectos assim como tenho vergonha em outros. E se muitos somente são patriotas em época de Copa do Mundo, é porque temos orgulhos de nossa capacidade. Devemos ter orgulhos de nossas virtudes e sermos humildes nos nossos erros. Isso sim é ser patriota. Acredito que a maioria das pessoas pensa assim, então acho simplória a afirmação que brasileiro só é patriota em Copa. A maioria é patriota, o ano todo, em maior ou menor grau.
Sobre a "alienação", acho que não é algo generalizado. Um país parar para assistir um jogo não é exclusivo de brasileiros. Na Inglaterra, Alemanha, Argentina e outros ocorre o mesmo. A Copa é importante para eles assim como é para nosso povo. É parte de nossa cultura. Alienados são na verdade aqueles que, por exemplo, indolatram a Lady Gaga por qualquer merda que ela faz. Alienado é aquele que defende uma balada que já não é mais tão boa, xingando em blog qualquer um que discorde. Alienados são aqueles em que o mundo se resume a balada, colocação, pegação, aparência deixando carreira, relacionamentos e até a saúde em segundo plano.
Se o Brasil pára para assistir ao jogo da seleção na Copa do Mundo, isso é motivo de patriotismo, de alegria. Devemos sim ter orgulho da seleção, do crescimento econômico, da alegria do nosso povo, da beleza do nosso Carnaval, da beleza do nosso povo. Temos muitos defeitos, mas ficar focando somente neles é ter uma visão pessimista em tempo integral. A vida não é perfeita, nem no Brasil, nem em qualquer país.
Quem não gosta de Copa, de futebol, seja por causa do destaque execessivo na mídia, dos incansáveis comerciais na TV ou pela bagunça, tem todo direito de reclamar. Mas acho que respeitar a paixão dos outros é essencial para uma boa convivência. Não estou pedindo para gostar, estou pedindo para compreender, entender as pessoas antes de rotular de "falso patriota" ou "alienado".
E se tudo não está bem no dito País do Futebol, o que podemos fazer é curtir a festa (com responsabilidade) e, após a Copa, pensarmos bem em que vamos votar na eleições. Patriotismo se exerce também nas urnas.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
CHEGA OU AINDA QUEREM MAIS?
Lógico que eu ia assistir "Sex and The City 2". Vocês acham que não? Eu adorava o seriado, apesar de achar uma tremenda palhaçada viado dizer que quem é gay é obrigado a gostar do seriado. FAÇA-ME O FAVOR! Detesto quem tem mente pequena e quer padronizar todo mundo.
"Sex and The City 2" provocou uma dualidade na minha cabeça. Ele consegue ir da estratosfera até as profundezas abissais. Conseguiu despertar amor e ódio.
A série deixou um buraco na vida de muita gente. Assistir ao filme pareceu uma reunião com velhas amigas para colocar o assunto em dia. Bem, é disso que o filme trata, reunindo todas em uma grande viagem até Abu Dhabi.
Este é o problema. Das quatro, três estão casadas. E justamente a graça do seriado eram os encontros e desencontros de quatro solteiras em Nova York, cada uma com suas características. Esse revival das quatro amigas em Abu Dhabi tem seus momentos interessantes. O roteiro, com mestria, soube encaixar situações de mulheres casadas com os personagens (somente com Miranda a coisa não funciona, o personagem ficou por demais apagado). Soube explorar também a preocupação com envelhecimento (Samantha, como sempre, rende as melhores piadas). As piadas estão fantásticas (fora a cena ridícula do Karaokê, totalmente dispensável).
O quê há de errado então com o filme? Ele soa datado. Incrivelmente datado. Soa como velho, parece querer dar continuidade a algo que devia ter sido encerrado há algum tempo atrás. O luxo e exuberância não são mais os mesmos, a jovialidade ficou para trás com o envelhecimento das atrizes. O tom ficou mais sério e apesar dos dramas terem sido bem aproveitados, não parece mais "Sex And The City".
Fiquei com essa dualidade. O filme é bom ou ruim? O filme consegue ser incrivelmente fantástico e incrivelmente péssimo ao mesmo tempo! Eu gostei? Adorei! Só que ao mesmo tempo tive a impressão que era "mais do mesmo", igual a qualquer comédia romântica com a única diferença que eu já tinha me afeiçoado aos personagens a muito tempo atrás.
E não é à toa que os gays se identifiquem tanto. Carrie é o gay que não sabe o que quer, quer as maravilhas de ser casado e o lado bom de ser solteiro e independente. Ou seja, não quer compromisso. Samantha é a "bunita" que quer ser puta, sair catando todo mundo, mas se desespera ao perceber que está virando "tiozão". Miranda é a biba ranheta, nada está bom, não gosta de boite, de sauna, de barzinho, de internet e ainda assim que encontrar alguém. Charlotte é o viado que ainda acredita em príncipe encantado e a cada namorico que não dá certo cai em depressão.
Mas o importante é aproveitar. "Sex And The City 2" deve ser visto como boa diversão e somente isso. Nada de achar que é "o filme do ano". Limitar-se a isso é limitar sua visão do mundo e seu modo de pensar. Existe vida pós Carrie Bradshaw.
"Sex and The City 2" provocou uma dualidade na minha cabeça. Ele consegue ir da estratosfera até as profundezas abissais. Conseguiu despertar amor e ódio.
A série deixou um buraco na vida de muita gente. Assistir ao filme pareceu uma reunião com velhas amigas para colocar o assunto em dia. Bem, é disso que o filme trata, reunindo todas em uma grande viagem até Abu Dhabi.
Este é o problema. Das quatro, três estão casadas. E justamente a graça do seriado eram os encontros e desencontros de quatro solteiras em Nova York, cada uma com suas características. Esse revival das quatro amigas em Abu Dhabi tem seus momentos interessantes. O roteiro, com mestria, soube encaixar situações de mulheres casadas com os personagens (somente com Miranda a coisa não funciona, o personagem ficou por demais apagado). Soube explorar também a preocupação com envelhecimento (Samantha, como sempre, rende as melhores piadas). As piadas estão fantásticas (fora a cena ridícula do Karaokê, totalmente dispensável).
O quê há de errado então com o filme? Ele soa datado. Incrivelmente datado. Soa como velho, parece querer dar continuidade a algo que devia ter sido encerrado há algum tempo atrás. O luxo e exuberância não são mais os mesmos, a jovialidade ficou para trás com o envelhecimento das atrizes. O tom ficou mais sério e apesar dos dramas terem sido bem aproveitados, não parece mais "Sex And The City".
Fiquei com essa dualidade. O filme é bom ou ruim? O filme consegue ser incrivelmente fantástico e incrivelmente péssimo ao mesmo tempo! Eu gostei? Adorei! Só que ao mesmo tempo tive a impressão que era "mais do mesmo", igual a qualquer comédia romântica com a única diferença que eu já tinha me afeiçoado aos personagens a muito tempo atrás.
E não é à toa que os gays se identifiquem tanto. Carrie é o gay que não sabe o que quer, quer as maravilhas de ser casado e o lado bom de ser solteiro e independente. Ou seja, não quer compromisso. Samantha é a "bunita" que quer ser puta, sair catando todo mundo, mas se desespera ao perceber que está virando "tiozão". Miranda é a biba ranheta, nada está bom, não gosta de boite, de sauna, de barzinho, de internet e ainda assim que encontrar alguém. Charlotte é o viado que ainda acredita em príncipe encantado e a cada namorico que não dá certo cai em depressão.
Mas o importante é aproveitar. "Sex And The City 2" deve ser visto como boa diversão e somente isso. Nada de achar que é "o filme do ano". Limitar-se a isso é limitar sua visão do mundo e seu modo de pensar. Existe vida pós Carrie Bradshaw.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A QUESTÃO DO NAMORO
Dia dos namorados. Data querida por alguns, triste para outros e indiferente para muitos. E ao mesmo tempo que a homossexualidade permite um grau maior de liberdade, também dificulta na hora de relacionar-se com alguém. Principalmente em Sampa.
Já não era a primeira vez que eu digo que o povo não quer nada com nada. Um dos motivos seria devido à grande oferta. E de qualidade. A fartura de homens bonitos (ou como minha mãe diria, "bem-apessoados") é tanta que parece que o pessoal nem se preocupa em manter algo sério com alguém. Existe quantidade com qualidade e todos querem pegar todos. Uma putaria geral!
Mas outro fator que quero contabilizar também é a liberdade que temos. Liberdade pelo fato de gay não constituir família. Desse modo, sente-se livre para esbaldar-se em festas e mais festas, durante o ano todo. Já falei uma vez que ser gay é viver uma adolescência estendida. E como todo adolescente, a máxima é pegar o máximo de caras possível. Por quê contentar-se com apenas um?
O resultado é que muitos colocam o namoro em segundo plano. Enquanto há saúde, o melhor é aproveitar. Não se dá o real valor ao namoro. As pessoas fogem a qualquer sinal de envolvimento. E quando há o envolvimento, desiste-se ao primeiro sinal de algo errado. Ninguém tem o incentivo de investir, dialogar, tentar consertar o quê está errado. Ninguém cede, então ninguém muda. "Para quê vou mudar? Tem tanto cara gostoso dando sopa aí!", é o primeiro pensamento.
Ao mesmo tempo, muitos vivem em depressão, pois estão sozinhos. Reclamam e reclamam, mas nunca estão disposto a tentar mudar seus conceitos, a dialogar, a acreditar. Como já disse em outros posts, logo chegam a situação dos chamados tiozões da balada, que apesar de bonitos e sarados estão sozinhos. Viram "veteranos" da balada, sempre ficando com todos, mas no fim permanecendo sozinhos.
Chega um momento que devemos tomar uma decisão: se queremos mesmo namorar. Existem pessoas que nasceram para serem solteiros, que não se sentem bem com alguém. Outros, como eu, precisam de alguém ao lado para dividir momentos bons e ruins (e felizmente, encontrei alguém!). Porém, não há como querer viver como adolescente e ter algo sério com alguém. Chega um momento em que você precisa rever seus conceitos e crescer. O momento em que você precisa domar seu ego, aceitar que tem erros e as pessoas também. Perceber que chega está na hora de parar de se exibir encima do queijinho da boite. Você pode até ser desejado, mas nunca será levado a sério.
Aos solteiros, aos casados, aos enrrolados, aos esperançosos...Feliz Dia dos Namorados.
Já não era a primeira vez que eu digo que o povo não quer nada com nada. Um dos motivos seria devido à grande oferta. E de qualidade. A fartura de homens bonitos (ou como minha mãe diria, "bem-apessoados") é tanta que parece que o pessoal nem se preocupa em manter algo sério com alguém. Existe quantidade com qualidade e todos querem pegar todos. Uma putaria geral!
Mas outro fator que quero contabilizar também é a liberdade que temos. Liberdade pelo fato de gay não constituir família. Desse modo, sente-se livre para esbaldar-se em festas e mais festas, durante o ano todo. Já falei uma vez que ser gay é viver uma adolescência estendida. E como todo adolescente, a máxima é pegar o máximo de caras possível. Por quê contentar-se com apenas um?
O resultado é que muitos colocam o namoro em segundo plano. Enquanto há saúde, o melhor é aproveitar. Não se dá o real valor ao namoro. As pessoas fogem a qualquer sinal de envolvimento. E quando há o envolvimento, desiste-se ao primeiro sinal de algo errado. Ninguém tem o incentivo de investir, dialogar, tentar consertar o quê está errado. Ninguém cede, então ninguém muda. "Para quê vou mudar? Tem tanto cara gostoso dando sopa aí!", é o primeiro pensamento.
Ao mesmo tempo, muitos vivem em depressão, pois estão sozinhos. Reclamam e reclamam, mas nunca estão disposto a tentar mudar seus conceitos, a dialogar, a acreditar. Como já disse em outros posts, logo chegam a situação dos chamados tiozões da balada, que apesar de bonitos e sarados estão sozinhos. Viram "veteranos" da balada, sempre ficando com todos, mas no fim permanecendo sozinhos.
Chega um momento que devemos tomar uma decisão: se queremos mesmo namorar. Existem pessoas que nasceram para serem solteiros, que não se sentem bem com alguém. Outros, como eu, precisam de alguém ao lado para dividir momentos bons e ruins (e felizmente, encontrei alguém!). Porém, não há como querer viver como adolescente e ter algo sério com alguém. Chega um momento em que você precisa rever seus conceitos e crescer. O momento em que você precisa domar seu ego, aceitar que tem erros e as pessoas também. Perceber que chega está na hora de parar de se exibir encima do queijinho da boite. Você pode até ser desejado, mas nunca será levado a sério.
Aos solteiros, aos casados, aos enrrolados, aos esperançosos...Feliz Dia dos Namorados.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
DESABAFO ABERTO
Após os últimos comentários que ouvi sobre as festas da Parada de 2010 e a quantidade menor de turistas, comecei a refletir e cheguei a seguinte pergunta: estaria São Paulo perdendo o brilho?
Primeiramente, São Paulo ainda possui a melhor noite do Brasil, GLBT ou não. FATO!!! Entretanto, sabemos que, em se tratando de noite GLBT, a concorrência é feroz. O mercado é menor, porém possui alto poder aquisitivo. É um negócio arriscado, porém que rende muitos bons frutos para quem conseguir entender a cabeça do seu público-alvo.
Entretanto, há alguns anos, diria que pelo menos a uns três anos, todos reclamam da mesmice. A mesmice da noite: as mesmas pessoas, mesma balada, mesmas músicas. Sim, todo final de semana é uma grande festa, mas parece que o padrão de qualidade ficou alto demais. Resultado: o público ficou mal-acostumado com tanto luxo. Somando-se a isso a natureza humana de que quanto mais se tem, mais se quer, chega-se a conclusão que o público está querendo mais do que os clubes/festas podem oferecer.
Opções surgiram. Cenários menores e mais intimistas saboreiam uma parte do sucesso. Entretanto, falta algo novo, grandioso. Há três anos que esse "algo" está ausente. As pessoas que frequentam continuarão as mesmas, em sua maioria, salvo aquelas que decidem abandonar o ritmo baladeiro e os novos ingressos nesse universo. As músicas continuam o mesmo feijão com arroz, talvez porque os DJs tenha receio de arriscar ou o público ser muito limitado e não querer outro coisa além do "feijão com arroz" usual. Mas a necessidade de um ambiente novo, de atrações diferentes, nunca foi tão forte. Talvez a falta de quorum nas últimas festas, seja por conta da falta de turistas ou pela ausência dos próprios paulistanos, seja indicativo de que algo não está tão certo como antes.
Fica a impressão que não existe mais nada a se oferecer. Seria uma crise de criatividade? Hoje todos querem seguir o padrão do luxo, outros querem melhorá-lo ou adicionar um ingrediente exclusivo que fará a diferença. Até onde vejo ninguém conseguiu ainda igualar o padrão vigente. E a própria criadora parece ter esgotado suas possibilidades. Ela sempre conseguiu se superar, porém parece que agora ela chegou a um ponto onde talvez não haja mais nada para superar. O céu é o limite, correto, mas o saldo na conta bancária também.
E agora? Acostumou-se o público com caviar, mas parece que ele quer mais ainda. Enjoado da iguaria, ele deseja algo novo, algo que sequer foi inventado. Enquanto isso continua empanturrando-se com caviar, apesar de reclamar que o mesmo não satisfaz tanto quanto antes.
Falta opção? Não. Impossível faltar opção em São Paulo. Falta sabor. Falta alguma casa a oferecer, aquele "algo" diferente. Assim como quando a Apple lançou o iPhone ou quando a Microsoft criou o Windows. Algo que, pelo menos por um tempo, irá tornar-se indispensável na vida das pessoas. Falta um diferencial que colocará a vibe novamente em alta, deixará todos ansiosos pelo fim de semana e arrependidos caso passem a noite de Sábadoem casa. Algo que instigue novamente a SER a festa e não ESTAR somente de corpo presente.
Riscos existem. Difícil agradar um, impossível agradar a todos. Não estou colocando em cheque a necessidade da concorrência, de um clube tomar o lugar de outro. Falo de reviver uma vibe há muito esquecida, onde as pessoas saiam pela amizade, pela confraternização. Hoje os filhos do tão aclamado universo perfeito, por melhor que seja, parecem estar lá apenas para serem vistos e admirados. Quando foi que essa transformação ocorreu? Por que ninguém notou isso antes? Quando foi que nós, público como um todo, deixamos de ser alegres e sociais para sermos metidos e individualistas? Quando foi que nós, que rechaçamos todo e qualquer preconceito em palavras, passamos a selecionar nossas amizades a partir da beleza física ou das marcas de roupas e acessórios?
São Paulo está esperando "the next big thing". E espero poder aplaudir o dono da idéia, seja ele veterano na noite ou não.
Primeiramente, São Paulo ainda possui a melhor noite do Brasil, GLBT ou não. FATO!!! Entretanto, sabemos que, em se tratando de noite GLBT, a concorrência é feroz. O mercado é menor, porém possui alto poder aquisitivo. É um negócio arriscado, porém que rende muitos bons frutos para quem conseguir entender a cabeça do seu público-alvo.
Entretanto, há alguns anos, diria que pelo menos a uns três anos, todos reclamam da mesmice. A mesmice da noite: as mesmas pessoas, mesma balada, mesmas músicas. Sim, todo final de semana é uma grande festa, mas parece que o padrão de qualidade ficou alto demais. Resultado: o público ficou mal-acostumado com tanto luxo. Somando-se a isso a natureza humana de que quanto mais se tem, mais se quer, chega-se a conclusão que o público está querendo mais do que os clubes/festas podem oferecer.
Opções surgiram. Cenários menores e mais intimistas saboreiam uma parte do sucesso. Entretanto, falta algo novo, grandioso. Há três anos que esse "algo" está ausente. As pessoas que frequentam continuarão as mesmas, em sua maioria, salvo aquelas que decidem abandonar o ritmo baladeiro e os novos ingressos nesse universo. As músicas continuam o mesmo feijão com arroz, talvez porque os DJs tenha receio de arriscar ou o público ser muito limitado e não querer outro coisa além do "feijão com arroz" usual. Mas a necessidade de um ambiente novo, de atrações diferentes, nunca foi tão forte. Talvez a falta de quorum nas últimas festas, seja por conta da falta de turistas ou pela ausência dos próprios paulistanos, seja indicativo de que algo não está tão certo como antes.
Fica a impressão que não existe mais nada a se oferecer. Seria uma crise de criatividade? Hoje todos querem seguir o padrão do luxo, outros querem melhorá-lo ou adicionar um ingrediente exclusivo que fará a diferença. Até onde vejo ninguém conseguiu ainda igualar o padrão vigente. E a própria criadora parece ter esgotado suas possibilidades. Ela sempre conseguiu se superar, porém parece que agora ela chegou a um ponto onde talvez não haja mais nada para superar. O céu é o limite, correto, mas o saldo na conta bancária também.
E agora? Acostumou-se o público com caviar, mas parece que ele quer mais ainda. Enjoado da iguaria, ele deseja algo novo, algo que sequer foi inventado. Enquanto isso continua empanturrando-se com caviar, apesar de reclamar que o mesmo não satisfaz tanto quanto antes.
Falta opção? Não. Impossível faltar opção em São Paulo. Falta sabor. Falta alguma casa a oferecer, aquele "algo" diferente. Assim como quando a Apple lançou o iPhone ou quando a Microsoft criou o Windows. Algo que, pelo menos por um tempo, irá tornar-se indispensável na vida das pessoas. Falta um diferencial que colocará a vibe novamente em alta, deixará todos ansiosos pelo fim de semana e arrependidos caso passem a noite de Sábadoem casa. Algo que instigue novamente a SER a festa e não ESTAR somente de corpo presente.
Riscos existem. Difícil agradar um, impossível agradar a todos. Não estou colocando em cheque a necessidade da concorrência, de um clube tomar o lugar de outro. Falo de reviver uma vibe há muito esquecida, onde as pessoas saiam pela amizade, pela confraternização. Hoje os filhos do tão aclamado universo perfeito, por melhor que seja, parecem estar lá apenas para serem vistos e admirados. Quando foi que essa transformação ocorreu? Por que ninguém notou isso antes? Quando foi que nós, público como um todo, deixamos de ser alegres e sociais para sermos metidos e individualistas? Quando foi que nós, que rechaçamos todo e qualquer preconceito em palavras, passamos a selecionar nossas amizades a partir da beleza física ou das marcas de roupas e acessórios?
São Paulo está esperando "the next big thing". E espero poder aplaudir o dono da idéia, seja ele veterano na noite ou não.
terça-feira, 1 de junho de 2010
GOROROBA QUE EMPOLGA
Eu tenho uma mania de misturar comida. Adoro, por exemplo, misturar feijoada com strogonoff de carne com um pouco de parmesão ralado por cima: o sabor, ao menos para mim, é maravilhoso. Quem não gosta de misturar alimentos para obter um sabor diferente?
"Fúria de Titãs" é uma boa mistureba. Esqueça tudo que você leu sobre a lenda de Perseu ou o filme original de 1981. Ambos servem somente de base, nada mais. No mais, ocorre uma mistureba de personagens do original, de personagens da mitologia grega, uma salada só. Porém, o sabor caiu bem ao meu paladar.
O filme não tem nenhuma atuação boa. Todo mundo está bem médio, falas até cafonas. O quê empolga são os efeitos, as cenas de ação. A luta com os escorpiões é de fazer encolher-se na cadeira e só é superada pela luta contra a Medusa, de longe a melhor parte do filme.
Roteiro sem novidades, atuações médias, sequências de ações boas. Visto como entretenimento e esquecendo a comparação com o original, "Fúria de Titãs" cumpre o quê promete: divertir e fazer comer pipoca, sem maiores pretensões. Por isso, o filme me agradou tanto: porque funciona!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A FOGUEIRA DAS VAIDADES
A vaidade guia a humanidade. FATO! Não existe pessoa isenta de vaidade, todos nós a temos. Alguns em menor escala, outros em escala enorme, quase icomensurável. O Lula tem vaidade, o Dalai Lama tem vaidade, o Papa tem vaidade, os gogos da vida tem vaidade (uff...e como), sua mãe tem vaidade! É algo com que nascemos e morremos, com o que aprendemos a conviver.O fato de queremos ser admirados por alguma coisa é o quê alimenta nossa vaidade. Seja por atributos físicos, por roupas, por carros, casas, até por ações ditas como "sem fins lucrativos". Ninguém, eu disse NINGUÉM, faz algo por outra pessoa sem esperar, ao menos, um reconhecimento. FATO! NÃO EXISTE PESSOA 100% ALTRUÍSTA!!!!
A sociedade prega que ser vaidoso em demasia é um defeito. Devemos ter um bom-sendo para cuidarmos de nós mesmos e de nossas posses e evitar um desvario que levaria a ostensividade e ajudaria a nos classificarmos como fúteis. Ir a uma festona utilizando o óculos Armani é uma coisa, ir tomar café da manhã na vendinha da esquina já é algo do tipo "FAÇA-ME O FAVOR"!!!
A vaidade está intimamente ligada ao erotismo. Sério! Podemos arrumar do cabelo, passar um perfume e colocar uma roupa que realce o corpo quando saímos para trabalhar. Talvez seja algo inconsciente mas, no fundo, queremos chamar a atenção. Gostamos que as pessoas nos notem e isso nos excita, com ou sem manifestação sexual. O erotimos não precisa nos deixar "em ponto de bala", necessariamente. E não importa se você é solteiro, casado ou até celibatário, o fato de ser admirado mexe com nosso interior, por conseguinte, com nosso erotismo.
Quando levamos um modo de vida para alimentar essa vaidade, a coisa começa a ficar doentia. Acho absurdo a quantidade de pessoas que vive em função de se fazer notado, chegando ao cúmulo de selecionar seus amigos pela aparência física. Quer deixar uma barbie paranóica? Ignore ela. Não importa se você é homem, mulher, feio, bonito, magro, malhado, gordo, negro, oriental... Quanto mais bonito(a) a pessoa se considerar, mas ela precisa alimentar sua vaidade. Os ditos bombadões não precisam esforçar-se muito, basta irem aos lugares certos. Mas jogue um malhadão em um ambiente onde ninguém o note (um colégio de freiras ou um congresso científico onde as pessoas estão mais interessadas em discutir idéias). Ele vai sentir-se desesperado, uma necessidade imensa em mudar de ambiente. Ele tem que ser admirado, a vaidade está passando fome!
Vaidade e ciúmes também andam de mãos dadas. Imagine um casal onde um tem mais atenção que o outro. Surge daí o ciúme, não pelo parceiro estar sendo desejado, mas por ele está roubando as atenções do outro parceiro. Surge então a tentativa de podar a admiração pela outra pessoa inflingindo regras de comportamento e retrigindo a liberdade. Vaidade é egoísmo. Por isso digo que casais muito bonitos, quando não são maduros o suficiente, nunca dão certo.
Por isso que, entra ano, sai ano, você sempre encontra as mesmas pessoas que são as mais desejadas da balada, quiçá da cidade, sozinhas. Ninguém é bom o suficiente, ou até é, mas existe o risco de assumir o lugar sob os holofotes. E sempre acabam sozinhas, ou andando em grupo. Os belos, porém amorosamente incompetentes. PATÉTICO!!!
Não confunda vaidade com auto-estima. A primeira é um vício onde sempre precisamos ser admirados por algo que somos ou temos. O segundo, é o bom-senso que sentimos em estar sempre apresentáveis, em querer cuidar de nós mesmos em nosso benefício próprio.
E, logicamente, os vaidosos de plantão vão me taxar de invejoso. Tou pouco me lixando. A acusação de inveja é apenas o modo covarde que os vaidosos tem para tirar o foco de si mesmos. Resolvem apontar as falhas do acusador, pois não possuem argumentos para discutir.
É preciso mais que corpo e rosto bonitos para ser feliz. É preciso deixar a vaidade de lado e viver socialmente, de modo irrestrito. Ou aceitar que pode terminar sozinho.
terça-feira, 25 de maio de 2010
TUDO TEM SEU FIM
Ok. Lost terminou. Acabou, zéfini, foi-se... E se você não quiser saber o quê aconteceu, não continue a ler, pois lá vem spoilers.
O final de Lost foi ducaralho e decepcionante. Foi algo digno, um grande final, mas decepcionante por que não explicou nada de nada. Os grandes mistérios da ilha, que vinham matutando na cabeça de todo mundo por seis temporadas, ficaram sem resposta. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Entretanto, existe um outro lado. Seis anos acompanhando esse grupo de náufragos, de perdidos, fez com que me aproximasse deles, vivesse os dramas pessoais de cada um. Houveram grandes surpresas, grandes momentos, angústias sufocantes e risos soltos. Você acaba criando uma relação com todos os personagens e não há como não se importar com o destino deles.
O final é algo a se absorver, refletir. Não é algo dado pronto, mastigado. É para pensar, desafiar a inteligência. Do mesmo modo, o final deixa aberto para várias interpretações. A ilha seria um purgatório e a realidade apresentada na sexta temporada seria o paraíso? Ou essa realidade era o purgatório para reuni-los todos e os momentos da ilha aconteceram de fato? Prefiro ficar com a segunda alternativa, que parece se encaixar melhor.
O quê era a fumaça negra? E os números? E a iniciativa Dharma? E a estátua de seis dedos? Por qual motivo as grávidas morriam? E, mais importante, o quê é a ilha? Pois é, essas são algumas perguntas que ficaram e vão continuar sem respostas. Se já haviam várias teorias sobre tudo isso durante o seriado, após o final do mesmo mais teorias devem aparecer.
Se por um lado Lost foi decepcionante, por outro temos que reconhecer que ele é um divisor de águas. Sua linha narrativa, com indas e vindas ao passado e ao futuro, mudou o conceito de como fazer televisão. os criadores sabiam que o público não é burro e recorreram a ferramentas para narrar e fazer com quem acompanhasse o seriado se sentisse cada vez mais imerso no ambiente e próximo aos personagens.
O final usou e abusou do lado emotivo. Trouxe memórias de diversas temporadas, reuniu casais, resolveu desentendimentos. A cena final na igreja foi até brega, mas conseguiu arrancar meu choro, fazer-me sentir no peito que aquilo era A despedida de tantos personagens que me apeguei.
E a cena final foi significativa, com Jack caído no mesmo bambuzal de onde abrira os olhos no primeiro episódio. E acompanhado de Vincent, o qual também encontrara logo ao acordar, encontrou sua paz e fechou os olhos para finalmente encarar a morte. Ao longe, fitando um pedaço do céu, avistou o avião pelo qual Richard, Lapidus, Miles, Sawyer, Kate e Claire fugiam da ilha.
O letreiro, com a palavra "LOST" surgindo vagarosamente em fonte branca sobre fundo negro e tão vagarosamente quanto veio se desfez, pela última vez na tela. Muito não foi respondido, mas como disse Desmond: "nada mais importa". E, após estes últimos seis anos, tenho a impressão que não importa mesmo.
O final de Lost foi ducaralho e decepcionante. Foi algo digno, um grande final, mas decepcionante por que não explicou nada de nada. Os grandes mistérios da ilha, que vinham matutando na cabeça de todo mundo por seis temporadas, ficaram sem resposta. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Entretanto, existe um outro lado. Seis anos acompanhando esse grupo de náufragos, de perdidos, fez com que me aproximasse deles, vivesse os dramas pessoais de cada um. Houveram grandes surpresas, grandes momentos, angústias sufocantes e risos soltos. Você acaba criando uma relação com todos os personagens e não há como não se importar com o destino deles.
O final é algo a se absorver, refletir. Não é algo dado pronto, mastigado. É para pensar, desafiar a inteligência. Do mesmo modo, o final deixa aberto para várias interpretações. A ilha seria um purgatório e a realidade apresentada na sexta temporada seria o paraíso? Ou essa realidade era o purgatório para reuni-los todos e os momentos da ilha aconteceram de fato? Prefiro ficar com a segunda alternativa, que parece se encaixar melhor.
O quê era a fumaça negra? E os números? E a iniciativa Dharma? E a estátua de seis dedos? Por qual motivo as grávidas morriam? E, mais importante, o quê é a ilha? Pois é, essas são algumas perguntas que ficaram e vão continuar sem respostas. Se já haviam várias teorias sobre tudo isso durante o seriado, após o final do mesmo mais teorias devem aparecer.
Se por um lado Lost foi decepcionante, por outro temos que reconhecer que ele é um divisor de águas. Sua linha narrativa, com indas e vindas ao passado e ao futuro, mudou o conceito de como fazer televisão. os criadores sabiam que o público não é burro e recorreram a ferramentas para narrar e fazer com quem acompanhasse o seriado se sentisse cada vez mais imerso no ambiente e próximo aos personagens.
O final usou e abusou do lado emotivo. Trouxe memórias de diversas temporadas, reuniu casais, resolveu desentendimentos. A cena final na igreja foi até brega, mas conseguiu arrancar meu choro, fazer-me sentir no peito que aquilo era A despedida de tantos personagens que me apeguei.
E a cena final foi significativa, com Jack caído no mesmo bambuzal de onde abrira os olhos no primeiro episódio. E acompanhado de Vincent, o qual também encontrara logo ao acordar, encontrou sua paz e fechou os olhos para finalmente encarar a morte. Ao longe, fitando um pedaço do céu, avistou o avião pelo qual Richard, Lapidus, Miles, Sawyer, Kate e Claire fugiam da ilha.
O letreiro, com a palavra "LOST" surgindo vagarosamente em fonte branca sobre fundo negro e tão vagarosamente quanto veio se desfez, pela última vez na tela. Muito não foi respondido, mas como disse Desmond: "nada mais importa". E, após estes últimos seis anos, tenho a impressão que não importa mesmo.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A PRIMORDIAL NECESSIDADE DE SEPARAÇÃO DE CLASSES
Vou iniciar esse post onde, após o final dele, muitos podem me taxar de preconceituoso. Antes, gostaria de dizer que todos nós somos preconceituosos, somos "politicamente incorretos", mas temos temor em demonstrá-lo com receio de como seremos vistos pela sociedade. Talvez a questão nem seja ser preconceituoso, acho que preconceito depende da situação, do contexto. Acho melhor expor os fatos, expor minhas idéias e sintam-se à vontade para concordar, discordar e até me xingar e eu, como dono desse blog, sinto-me no direito de aceitar, discordar e, logicamente, não aprovar xingamentos e revidar os mesmos em off.
Saí neste final de semana com o namorado e amigos para a balada. O destino é o mesmo lugar que de costume, casa noturna frequentada pelas barbies e as denominadas "finas, ricas e herdeiras". A casa tem seus preços, alguns julgam de bom tamanho, outros um pouquinho salgado. A maioria diz que o preço ajuda a selecionar a clientela, fator determinante para o sucesso de uma casa.
Mas então, havia a promoção de uma revista. Você comprava a revista e ganhava de brinde um ingresso VIP para a boate, considerada umas das TOP 5 da América Latina segundo matéria do "Discovery Channel". Por cerca de R$ 13, tal espaço tornou-se acessível para pessoas menos privilegiadas. É um ato louvável? Sim, pois o chamado "povão", termo usado para rotular o conjunto de pessoas com menor renda, podia ter acesso a um universo considerado por eles como sendo "high-society". Isso eleva as pessoas, é um modo de inclusão social, de diminuir a discriminação e unir as tribos.
Mas isso só funciona na teoria. Na prática, serve somente para destacar que é preciso haver uma separação de classes. Não é possível misturar nobres e plebeus. Os plebeus não se incomodam, mas os nobres, que são os que mais gastam e assim determinam o sucesso ou o fracasso desse tipo de estabelecimento comercial, sentem-se incomodados com a presença dos menos favorecidos.
Em alguns momentos, senti-me incomodado. Todo mundo gosta de estar no meio de gente bonita. As pessoas com menos recursos se cuidam sim, mas a maioria, talvez por motivo de criação, é desleixada. FATO! Não possuem um nível estético apurado. Ok, eles fazem o que podem, mas a falta de recursos parece atrelar um menor senso estético à baixa renda. Os comentários que tenho mais ouvido é que, nas últimas noites, o local "estava cheio de gente feia". Estar no meio de pessoas bonitas eleva a moral de qualquer pessoa, mesmo ela não sendo da mesma estirpe.
O melhor modo de classificar o último final de semana seria "festa estranha com gente esquisita", como na letra de "Eduardo e Mônica" da Legião Urbana. E em termo de "gente esquisita" entendam-se pessoas que se portam de maneira esquisita, de maneira que você não está acostumado a conviver. Como, por exemplo, pessoas que te olham de cima a baixo, como se nunca tivessem visto um homem na vida. Ou soltam cantadas ridículas, provocativas, baixas. Isso quando já não chegam diretamente passando a mão ou se esfregando. Sejam francos, diante de uma pessoa interessante, que você queira conquistar, você passaria uma cantada xumbrega ou chegaria passando a mão? Você tentaria um contato visual ou olharia de cima a baixo, lambendo os lábios com lascívia? FAÇA-ME O FAVOR!!!
Outro quesito é a educação. Boa educação é fundamental. Mesmo um pouco "altos", é premente um pouco de bom senso e equilíbrio. Ser empurrado, ter o pé pisado em casa cheia é uma coisa, em casa vazia é inaceitável. Gente que grita no teu ouvido por estar deslumbrado em poder estar dançando na casa do momento pela primeira vez na vida é de deixar qualquer um bem irritado.
Por isso existe essa divisão de classes na vida. Não dá para a Classe D e E frequentar o Fasano. Logicamente, eles gostariam, pois é um lugar "chique", agraciaria o ego deles. Já os costumeiros frequentadores diriam que o nível do local caiu e passariam a considerar alternativas para o jantar. O quê a seleção natural não consegue realizar, a seleção social trata de cuidar.
A divisão de classes é fundamental. Essa separação existe pela falta de acesso à educação. Um segundo grau é essencial. Um curso universitário transforma o modo de uma pessoa pensar. Creio que ninguém discute cinema francês com o porteiro do prédio ou o manobrista do estacionamento. O motivo é que a educação cria abismos muitas vezes intransponíveis. A comunicação fica difícil. A convivência, mais ainda.
Por isso para cada classe existe um nicho. A classe alta vai ao Fasano, a média ao McDonalds e a baixa no boteco do Seu Joaquim. O mesmo prevalece na noite. Promover a inclusão dessas pessoas de poucos recursos através da promoção de uma revista pode ser bonito por um lado, mas é um tiro no pé do outro. As tribos NÃO SE MISTURAM!!! E os assíduos frequentadores, provenientes de uma classe mais abastada e melhor nível educacional, aqueles que costumam gastar mais, vão procurar outros lugares para se divertir ou ficar em casa. E quanto mais frequente esse tipo de promoção, mais a fiel clientela vai sentir seu espaço invadido e mais alternativas ela irá procurar. E todos sabem que, quanto maior essa procura por alternativas, maior o risco dos hábitos mudarem.
A tal promoção pode ser boa pelo lado lucrativo, mas é péssima para imagem da casa. Construir uma imagem leva anos, queimar a mesma é questão de dias.
Agora muitos devem pensar que sou preconceituoso. O fato é que não sou melhor que ninguém, mas procuro estar entre pessoas de mesmo nível ou de nível mais alto ainda, para meu aprimoramento pessoal. Sei muito bem qual o meu lugar e busco sempre aprimorar-me. O público mais simples tende a taxar os mais refinados de "frescos". Ou seja, ser seletivo mudou de nome.
O caso é: cada um no seu quadrado. Já devia ter aprendido a algum tempo atrás que tais promoções são sinônimos da presença de povão, normalmente estranho e mal-educado. E por esse motivo, sei que não vou sentir-me à vontade. Já tive minha época em que era um jequinha vindo do interior de São Paulo, deslumbrado com a noite. Soube ouvir de amigos dicas sobre como me portar, vestir, cuidar da aparência. Entretanto, tal povão é arredio a críticas. Quer ser compreendido, mas é justamente por causa dessa compreensão que não existe mistura.
Agora, pergunto: não querer que o povão tenha acesso ao ambiente seletivo que frequento é preconceito? Devo sentir-me mal por isso? Devo relevar ser paquerado de forma xula por quem não considero atraente, relevar a má educação generalizada? Devo procurar outros ambientes com um público com o qual eu me identifique mais?
Sinceramente, ainda acho que até um nível de qualidade na seleção da clientela deve ser mantido. E se deveria sentir-me mal por pensar assim, desculpem, mas eu não sinto.
Saí neste final de semana com o namorado e amigos para a balada. O destino é o mesmo lugar que de costume, casa noturna frequentada pelas barbies e as denominadas "finas, ricas e herdeiras". A casa tem seus preços, alguns julgam de bom tamanho, outros um pouquinho salgado. A maioria diz que o preço ajuda a selecionar a clientela, fator determinante para o sucesso de uma casa.
Mas então, havia a promoção de uma revista. Você comprava a revista e ganhava de brinde um ingresso VIP para a boate, considerada umas das TOP 5 da América Latina segundo matéria do "Discovery Channel". Por cerca de R$ 13, tal espaço tornou-se acessível para pessoas menos privilegiadas. É um ato louvável? Sim, pois o chamado "povão", termo usado para rotular o conjunto de pessoas com menor renda, podia ter acesso a um universo considerado por eles como sendo "high-society". Isso eleva as pessoas, é um modo de inclusão social, de diminuir a discriminação e unir as tribos.
Mas isso só funciona na teoria. Na prática, serve somente para destacar que é preciso haver uma separação de classes. Não é possível misturar nobres e plebeus. Os plebeus não se incomodam, mas os nobres, que são os que mais gastam e assim determinam o sucesso ou o fracasso desse tipo de estabelecimento comercial, sentem-se incomodados com a presença dos menos favorecidos.
Em alguns momentos, senti-me incomodado. Todo mundo gosta de estar no meio de gente bonita. As pessoas com menos recursos se cuidam sim, mas a maioria, talvez por motivo de criação, é desleixada. FATO! Não possuem um nível estético apurado. Ok, eles fazem o que podem, mas a falta de recursos parece atrelar um menor senso estético à baixa renda. Os comentários que tenho mais ouvido é que, nas últimas noites, o local "estava cheio de gente feia". Estar no meio de pessoas bonitas eleva a moral de qualquer pessoa, mesmo ela não sendo da mesma estirpe.
O melhor modo de classificar o último final de semana seria "festa estranha com gente esquisita", como na letra de "Eduardo e Mônica" da Legião Urbana. E em termo de "gente esquisita" entendam-se pessoas que se portam de maneira esquisita, de maneira que você não está acostumado a conviver. Como, por exemplo, pessoas que te olham de cima a baixo, como se nunca tivessem visto um homem na vida. Ou soltam cantadas ridículas, provocativas, baixas. Isso quando já não chegam diretamente passando a mão ou se esfregando. Sejam francos, diante de uma pessoa interessante, que você queira conquistar, você passaria uma cantada xumbrega ou chegaria passando a mão? Você tentaria um contato visual ou olharia de cima a baixo, lambendo os lábios com lascívia? FAÇA-ME O FAVOR!!!
Outro quesito é a educação. Boa educação é fundamental. Mesmo um pouco "altos", é premente um pouco de bom senso e equilíbrio. Ser empurrado, ter o pé pisado em casa cheia é uma coisa, em casa vazia é inaceitável. Gente que grita no teu ouvido por estar deslumbrado em poder estar dançando na casa do momento pela primeira vez na vida é de deixar qualquer um bem irritado.
Por isso existe essa divisão de classes na vida. Não dá para a Classe D e E frequentar o Fasano. Logicamente, eles gostariam, pois é um lugar "chique", agraciaria o ego deles. Já os costumeiros frequentadores diriam que o nível do local caiu e passariam a considerar alternativas para o jantar. O quê a seleção natural não consegue realizar, a seleção social trata de cuidar.
A divisão de classes é fundamental. Essa separação existe pela falta de acesso à educação. Um segundo grau é essencial. Um curso universitário transforma o modo de uma pessoa pensar. Creio que ninguém discute cinema francês com o porteiro do prédio ou o manobrista do estacionamento. O motivo é que a educação cria abismos muitas vezes intransponíveis. A comunicação fica difícil. A convivência, mais ainda.
Por isso para cada classe existe um nicho. A classe alta vai ao Fasano, a média ao McDonalds e a baixa no boteco do Seu Joaquim. O mesmo prevalece na noite. Promover a inclusão dessas pessoas de poucos recursos através da promoção de uma revista pode ser bonito por um lado, mas é um tiro no pé do outro. As tribos NÃO SE MISTURAM!!! E os assíduos frequentadores, provenientes de uma classe mais abastada e melhor nível educacional, aqueles que costumam gastar mais, vão procurar outros lugares para se divertir ou ficar em casa. E quanto mais frequente esse tipo de promoção, mais a fiel clientela vai sentir seu espaço invadido e mais alternativas ela irá procurar. E todos sabem que, quanto maior essa procura por alternativas, maior o risco dos hábitos mudarem.
A tal promoção pode ser boa pelo lado lucrativo, mas é péssima para imagem da casa. Construir uma imagem leva anos, queimar a mesma é questão de dias.
Agora muitos devem pensar que sou preconceituoso. O fato é que não sou melhor que ninguém, mas procuro estar entre pessoas de mesmo nível ou de nível mais alto ainda, para meu aprimoramento pessoal. Sei muito bem qual o meu lugar e busco sempre aprimorar-me. O público mais simples tende a taxar os mais refinados de "frescos". Ou seja, ser seletivo mudou de nome.
O caso é: cada um no seu quadrado. Já devia ter aprendido a algum tempo atrás que tais promoções são sinônimos da presença de povão, normalmente estranho e mal-educado. E por esse motivo, sei que não vou sentir-me à vontade. Já tive minha época em que era um jequinha vindo do interior de São Paulo, deslumbrado com a noite. Soube ouvir de amigos dicas sobre como me portar, vestir, cuidar da aparência. Entretanto, tal povão é arredio a críticas. Quer ser compreendido, mas é justamente por causa dessa compreensão que não existe mistura.
Agora, pergunto: não querer que o povão tenha acesso ao ambiente seletivo que frequento é preconceito? Devo sentir-me mal por isso? Devo relevar ser paquerado de forma xula por quem não considero atraente, relevar a má educação generalizada? Devo procurar outros ambientes com um público com o qual eu me identifique mais?
Sinceramente, ainda acho que até um nível de qualidade na seleção da clientela deve ser mantido. E se deveria sentir-me mal por pensar assim, desculpem, mas eu não sinto.
terça-feira, 18 de maio de 2010
ARGÚRIAS CAPITALISTAS
Tem dias que você acorda amando o capitalismo. Em outros, amaldiçoa o mesmo por não permitir que você possua tudo aquilo que materialmente almeja. Parece que escreveram "POBRE" na sua testa, por maior que seja o seu salário.
As manchetes estampam o "boom" econômico do Brasil. "Nunca antes na história desse país se gastou tanto", parafraseando a anta o presidente. A que custo? As empresas percebem que podem ganhar mais e passam a exigir (e abusar mais) dos seus empregados.
Então começa o círculo vicioso. As empresas querem que você trabalhe mais, faça mais horas extras, esqueça seus Sábados e Domingos. E, como você quer ganhar mais, você aceita. Adeus, vida pessoal! Adeus, namoro! Adeus, amigos! Acaba se vendendo para entrar na alta sociedade capitalista (mas ainda enxerga no espelho o "P" de pobre quando se lembra que precisa comparecer naquela balada caríssima e ser visto por todos).
"Nunca antes na história desse país tercerizou-se tanto". "Nós te contratamos, mas somente como pessoa jurídica. Você vai até ganhar a mais!". Você aceita, mas acaba esquecendo da absurda carga tributária que existem sobre as pequenas empresas. Então eles passam a te exigir horas extras (que são pagas como horas normais), a te cobrar horários, resultados...como se você fosse CLT mas, adivinhe, os capitalistas não estão gastando um tostão com FGTS, previdência, férias ou décimo terceiro salário! Porque você não tem direito! Deve se comportar como CLT, mas sem direito aos direitos de um CLTista.
Adeus FGTS! Adeus férias! Adeus saúde, vida social, academia, balada...
Somente se for para os outros. Pois eu prefiro dizer NÃO a certas facetas do capitalismo. E preservar minha vida pessoal íntegra. Trabalho para viver, não vivo para trabalhar.
E sempre é bom impor limites e exigir respeito. Isso deve partir de todos para mudar esse quadro.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
BRIGA DE CACHORRO GRANDE
Atualmente, a Apple é sinônimo de ser "cool", ser antenado. Seus gadgets, dentre eles a trinca iPod, iPhone e iPad, são sinônimos de modernidade. Porém, a coisa pode começar a complicar para a empresa da maçã.
Desde o iPod, ficou claro o modelo de negócios da Apple: criar aparelhos com sistemas fechados, onde só se é possível conseguir arquivos e programas da loja online da Apple e assim aumentar muito o seu lucro. Confesso, é uma estratégia brilhante, mas ao mesmo tempo é um tiro no pé. E por causa dessa estratégia e de uma recente briga com a Adobe, a Apple vem demonstrando que é tão dominadora e hipócrita quanto a Microsoft.
A briga da Adobe já vem de longa data: desde o lançamento do iPhone. Porém accirrou-se mais ainda com o lançamento do iPad. O motivo? O software Flash, de propriedade da Adobe, onipresente por toda a Internet.
O Flash é um software que permite a criação de banners animados, jogos e conteúdo de vídeo e som, entre outras coisas. Um vídeo no YouTube funciona encima da plataforma Flash. O jogo Farmville, presente no Facebook, também. O Flash está em todo lugar por muito, muito tempo.
Entretanto, o Flash não funciona nos sistemas da Apple. Nem no iPhone e muito menos no iPad. Para quem pretende lançar um aparelho que navegue na Internet, essa é uma falha muito grave. Ter um iPad que não pode exibir um vídeo online é muito frustante.
Recentemente, a Adobe desistiu de adaptar o Flash para os eletrônicos da Apple. A Adobe alega que a Apple blinda demais o conteúdo do iPhone/iPad e não está disposta a fornecer material suficiente sobre o mesmo ou realizar adaptações para facilitar o trabalho da Adobe. A Adobe, simplesmente deu as costas para a maçã.
Steve Jobs, CEO da Apple, retrucou dizendo que o Flash é um padrão fechado. Foi plenamente apoiado pela Microsoft (uma das acionistas da Apple, vale lembrar), que emendou dizendo que o futuro pertence ao HTML5, nova versáo da linguagem de programação de páginas web. Porém, vale lembrar que o HTML5 não incorpora todas as funções do Flash. Além disso, levará um tempo até que uma boa quantidade de sites resolvam migrar para o novo formato (estimo cerca de 2 anos). Daí pergunto: você compraria um iPad sabendo que ele só navegará com total funcionalidade na web daqui a 2 anos?
Jobs também retrucou que o Flash consome muita bateria. Acho uma tremenda cascata! Tenho um celular com Windows Mobile e com Flash e não vejo nenhum pico de consumo de energia quando o uso da ferramenta da Adobe.
Para complicar mais o cenário, a Apple está sendo acusada de truste. O principal motivo é que, para uma pessoa desenvolver um aplicativo para iPhone ou iPad, ela obrigatoriamente tem que utilizar as ferramentas fornecidas pela Apple, o quê é proibido pelas leis antitruste americanas. Ou seja, o modelo de negócios da Apple começa a ruir. O Governo americano ainda não decidiu qual agência será responsável por investigar a Apple.
Em resumo, a Apple que ao mesmo tempo prega que só utiliza padrões abertos, fecha o software do iPhone/iPad para impedir a concorrência. FAÇA-ME O FAVOR!!!
A Apple pode ter revolucionado a indústria de tecnologia. Mas de nada adianta sustentar-se encima de um modelo de negócios hipócrita e ainda querer posar de santo. Por essas, ainda prefiro manter-me longe da tentação da maçã.
terça-feira, 4 de maio de 2010
O TÍPICO ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA BRASILEIRA
Muita gente se animou com as notícias que o Brasil iria sediar uma Copa em 2014 e uma Olímpiada em 2016. Inclusive eu. Eu gosto de futebol, apesar de não assistir mais às partidas pela TV e apenas acompanhar os resultados pela Internet (sou Palmeirense, aliás). E tenho o desejo de assistir um jogo do Brasil na Copa aqui no país. Porém, as notícias são cada vez mais desanimadoras.
A FIFA está literalmente fula da vida com o Brasil. Depois de adiar por três vezes o prazo para início das obras, a FIFA anunciou, conforme publicado na revista VEJA, que possui um plano B: transferir a Copa de 2014 para a Inglaterra. Seria uma vergonha sem tamanho para o país do futebol.
Jerome Valcke, secretário-geral da FIFA, chegou a alfinetar dizendo algo assim: "Nada se faz no Brasil por causa das eleições, daí depois vem o Carnaval. O Brasil só vai se mexer depois do Carnaval?". É BEM PROVÁVEL SENHOR JEROME!
Gorvernadores não fazem nada pois não sabe se poderão tirar uma lasquinha do dinheiro que vai entrar para construir os estádios. O Brasil quer se mostrar um país de primeiro mundo, porém está assinando um atestado de incompetência sem precedentes. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Tenho tido novamente orgulho de bater no peito e falar que sou Brasileiro. Mas a burocracia, a falta de organização dos governos estaduais e federal somada a falta de iniciativa deixam-me muito envergonhado. Espero que atitudes sejam tomadas para evitar um dos maiores micos da história do futebol mundial.
A FIFA está literalmente fula da vida com o Brasil. Depois de adiar por três vezes o prazo para início das obras, a FIFA anunciou, conforme publicado na revista VEJA, que possui um plano B: transferir a Copa de 2014 para a Inglaterra. Seria uma vergonha sem tamanho para o país do futebol.
Jerome Valcke, secretário-geral da FIFA, chegou a alfinetar dizendo algo assim: "Nada se faz no Brasil por causa das eleições, daí depois vem o Carnaval. O Brasil só vai se mexer depois do Carnaval?". É BEM PROVÁVEL SENHOR JEROME!
Gorvernadores não fazem nada pois não sabe se poderão tirar uma lasquinha do dinheiro que vai entrar para construir os estádios. O Brasil quer se mostrar um país de primeiro mundo, porém está assinando um atestado de incompetência sem precedentes. FAÇA-ME O FAVOR!!!
Tenho tido novamente orgulho de bater no peito e falar que sou Brasileiro. Mas a burocracia, a falta de organização dos governos estaduais e federal somada a falta de iniciativa deixam-me muito envergonhado. Espero que atitudes sejam tomadas para evitar um dos maiores micos da história do futebol mundial.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
MAIS RASO QUE XÌCARA DE CHÁ
Sabe um filme raso? Aquele em que parece que faltou mais substância, que algumas coisas poderiam ser melhor exploradas. Que ficou morno demais, bem no meio termo. Algo muito mais-ou-menos.
Bom..."Alice no País das Maravilhas" é assim.
Sou fã icondicional de Tim Burton, mas preciso reconhecer quando ele não acerta a mão. Quando ele cria algo que já vimos antes. Algo que fica difícil elogiar. Também não é de se jogar pedras, acusar, mas fica mais fácil falar sobre o quê ele não fez ou o que poderia ser feito.
Essa versão de Alice nada mais é que uma continuação. Ou melhor, uma roteiro criado por Tim Burton utilizando-se dos já clássicos personagens criados por Lewis Carrol.
A receita é bem conhecida. Alice, agora com 19 anos, pede um tempo para pensar numa proposta de casamento e sai correndo atrás co coelho branco. Cai novamente no País das Maravilhas, reencontra amigos e tem que cumprir um destino para livrar o país do jugo da Rainha Vermelha (ou Rainha de Copas, whatsoever) e restaurar a coroa para a Rainha Branca.
A jornada, é bem aguada. Ou melhor, mais rasa que um pires com água. Visualmente, o filme é deslumbrante, mas o roteiro "arroz com feijão" típico da Disney não emociona, não entusiasma, apenas entretém.
Tim Burton, por contrato, ainda precisa realizar mais um filme para a Disney. Desejo boa sorte e espero que seja algo bem mais trabalhado que esse Alice.
terça-feira, 27 de abril de 2010
QUE TAL DESCANONIZAR?
Uma coisa chamou-me a atenção na última Sexta, dia 23/04. Muitas pessoas falando de São Jorge, orando para São Jorge etc. Eu não sei se acho bonito por ser uma demonstração de fé ou se dou risada vendo tantas pessoas dando suporte a uma crendice.
Antes que alguém me acuse, já vou falando: SIM, eu uso um escapulário no peito, tenho vários, todos são presentes. E uso por que acho bonito o trabalho do joalheiro, por que fica bem no meu torso desnudo, por que são presentes especiais e não por que tem uma imagem de um santo. Se não tivesse nada ou uma qualquer outra coisa e fosse uma bonita peça, eu usaria do mesmo modo.
Agora, voltando aos santos, entidades, seja lá o que for. Acho engraçado, as pessoas não acreditam em extraterrestres, nem em duendes, nem em bruxas. Também não acreditam em espíritos ou fantasmas. Mas todos acreditam nos santos.
Vamos ver. O Santo foi uma pessoa que fez o bem. Ótimo, a vida de todos os santos devem ser observadas por nós e seguidas. Fazer o bem deve ser obrigação, independente de religião.
Agora, acreditar que essa pessoa que fez o bem, depois de sua morte, tornou-se uma entidade com poderes sobrenaturais, capaz de influenciar na vida dos mortais...FAÇA-ME O FAVOR!!!! Vamos voltar a orar para Zeus, Odin, Zoroastro que dá no mesmo!!!!
Atribuem-se a santos e santas milagres, curas e outras coisas, simplesmente por que a ciência não pode explicar. Daí, tudo que a ciência não explica, atribui-se o feito a religião. Isso eu chamo de ignorância. Somente por que a ciência não consegue explicar uma coisa, vem o desejo inato do ser humano de atribuir a cura, graça, seja lá o quê for a uma entidade espiritual genérica.
Fulano de tal estava doente, então colocaram junto do enfermo uma foto de uma pessoa caridosa que fez muito o bem mas já morreu. Daí ele melhora, os médicos não sabem explicar a cura e conclui-se que o caridoso da foto que o curou. E se tivessem colocado uma foto do Lula? Daria certo? E se fosse do Hitler? E se fosse do Pato Donald?
Engraçado como não é possível revisar casos antigos. Imagine, poder reabrir um caso e à luz da ciência moderna descobrir que os "milagres" de um santo ou santa são completamente explicáveis. E aí? Descanoniza o santo ou santa? Por que não? Já ficou provado que não houve milagre!
Todos nós precisamos ter fé em alguma coisa. Acreditar que existe algo maior, que nos impulsione a sermos boas pessoas. Mas essa indolatria, a crença em santos, é um dos ópios mais poderosos. A admiração é sadia, mas o culto é doentio.
Precisam de fé? Tenham fé em vocês mesmos, acreditem que tudo pode e vai melhorar. Ninguém precisa de um santo, pois nenhum faz milagre. Milagres podem até existir, mas duvido que seja pela mão de um morto.
Antes que alguém me acuse, já vou falando: SIM, eu uso um escapulário no peito, tenho vários, todos são presentes. E uso por que acho bonito o trabalho do joalheiro, por que fica bem no meu torso desnudo, por que são presentes especiais e não por que tem uma imagem de um santo. Se não tivesse nada ou uma qualquer outra coisa e fosse uma bonita peça, eu usaria do mesmo modo.
Agora, voltando aos santos, entidades, seja lá o que for. Acho engraçado, as pessoas não acreditam em extraterrestres, nem em duendes, nem em bruxas. Também não acreditam em espíritos ou fantasmas. Mas todos acreditam nos santos.
Vamos ver. O Santo foi uma pessoa que fez o bem. Ótimo, a vida de todos os santos devem ser observadas por nós e seguidas. Fazer o bem deve ser obrigação, independente de religião.
Agora, acreditar que essa pessoa que fez o bem, depois de sua morte, tornou-se uma entidade com poderes sobrenaturais, capaz de influenciar na vida dos mortais...FAÇA-ME O FAVOR!!!! Vamos voltar a orar para Zeus, Odin, Zoroastro que dá no mesmo!!!!
Atribuem-se a santos e santas milagres, curas e outras coisas, simplesmente por que a ciência não pode explicar. Daí, tudo que a ciência não explica, atribui-se o feito a religião. Isso eu chamo de ignorância. Somente por que a ciência não consegue explicar uma coisa, vem o desejo inato do ser humano de atribuir a cura, graça, seja lá o quê for a uma entidade espiritual genérica.
Fulano de tal estava doente, então colocaram junto do enfermo uma foto de uma pessoa caridosa que fez muito o bem mas já morreu. Daí ele melhora, os médicos não sabem explicar a cura e conclui-se que o caridoso da foto que o curou. E se tivessem colocado uma foto do Lula? Daria certo? E se fosse do Hitler? E se fosse do Pato Donald?
Engraçado como não é possível revisar casos antigos. Imagine, poder reabrir um caso e à luz da ciência moderna descobrir que os "milagres" de um santo ou santa são completamente explicáveis. E aí? Descanoniza o santo ou santa? Por que não? Já ficou provado que não houve milagre!
Todos nós precisamos ter fé em alguma coisa. Acreditar que existe algo maior, que nos impulsione a sermos boas pessoas. Mas essa indolatria, a crença em santos, é um dos ópios mais poderosos. A admiração é sadia, mas o culto é doentio.
Precisam de fé? Tenham fé em vocês mesmos, acreditem que tudo pode e vai melhorar. Ninguém precisa de um santo, pois nenhum faz milagre. Milagres podem até existir, mas duvido que seja pela mão de um morto.
ERA PRÁ RIR?
Fabiana Karla ficou bastante conhecida pelo seu quadro no programa "Zorra Total", da TV Globo. No programa, ela interpreta a Dra. Lorca, uma nutricionista que recomenda somente alimentos extremamente calóricos e acha que seus pacientes, todos em forma, é que estão obesos.
O sucesso da comediante chamou atenção para a peça "Gorda", em cartaz no teatro Procópio Ferreira. Assisti no último final de semana esperando dar muitas e boas risadas. E já aviso: se é essa a sua intenção, escolha outro programa.
A peça, escrita pelo norte-americano Neil Labute, fala basicamente de um casal que se conhece e começa a ter um romance. Ele é magro, como manda o figurino, ela é gorda, mas feliz com sua forma física.
O grande problema é a pressão de outras pessoas, principalmente o melhor amigo, que trabalha com ele. Todos querendo entender o quê ele vê numa pessoa obesa.
O texto, apesar de algumas piadas (e algumas de mal gosto!), é um tanto pesado (sem intenção de trocadilho, aqui). O alvo no caso são os obesos, mas acaba respingando em outras minorias. A intenção do texto pode ter sido de dar um tapa na cara mostrando que realmente existe preconceito contra pessoas obesas. No caso da peça, talvez o tapa tenha saído com uma itensidade maior do que a desejada e na direção errada.
O quê conta a favor são ótimas interpretações dos atores Flávia Rubim, Michel Bercovitch, e Mouhamed Harchouf . Eles tentam salvar a peça, mas o texto não ajuda muito, chegando a um final repentino e verdadeiro demais.
sábado, 24 de abril de 2010
AINDA PERDIDO
"Lost" é um seriado que marcou época. Uma febre que introduziu uma nova forma de narração, onde passado, presente e futuro são intercalados e necessários para compor todo o quadro da trama.
Faltando cinco episódios para o final do seriado, que serão exibidos em quatro noites visto que os dois últimos episódios serão exibidos como um só, confesso que ainda estou mais perdido que cachorro que caiu na ilha (aliás, por onde anda o Vincent, o cachorro do seriado, hein?).
Cheguei num estado em que desisti de adivinhar o quê está acontecendo. Cansei de pensar. Cansei de dar chutes, de procurar explicações, de vasculhar o Google atrás de teorias. Não estou afim de ficar conjecturando. Contento-me em aguardar o final que vai ao ar no dia 23/05 nos EUA e saber se vou xingar ou elogiar os criadores.
Tudo ainda muito complicado com duas facções (Locke x Widmore) e nenhum indício de quem é o bonzinho na história. E o pessoal da ilha está ainda mais perdido do que eu sem saber o quê fazer. É morto que ressuscita, mulher que fica biruta, e um cara que não envelhece e quer morrer (aliás, botox bom esse do Richard Alpert).
Ainda acredito que os criadores estão desviando nosso foco sobre do quê realmente importa. Desde o início eles afirmam que os mistérios de "Lost" são resolvidos nos detalhes, coisas que passam desapercebidas até. Mas, mesmo a cinco episódios do final da série, ainda não consigo encaixar todas as peças. E esse é o meu temor. Que nem JJ Abrams e sua trupe consigam encaixar também.
Faltando cinco episódios para o final do seriado, que serão exibidos em quatro noites visto que os dois últimos episódios serão exibidos como um só, confesso que ainda estou mais perdido que cachorro que caiu na ilha (aliás, por onde anda o Vincent, o cachorro do seriado, hein?).
Cheguei num estado em que desisti de adivinhar o quê está acontecendo. Cansei de pensar. Cansei de dar chutes, de procurar explicações, de vasculhar o Google atrás de teorias. Não estou afim de ficar conjecturando. Contento-me em aguardar o final que vai ao ar no dia 23/05 nos EUA e saber se vou xingar ou elogiar os criadores.
Tudo ainda muito complicado com duas facções (Locke x Widmore) e nenhum indício de quem é o bonzinho na história. E o pessoal da ilha está ainda mais perdido do que eu sem saber o quê fazer. É morto que ressuscita, mulher que fica biruta, e um cara que não envelhece e quer morrer (aliás, botox bom esse do Richard Alpert).
Ainda acredito que os criadores estão desviando nosso foco sobre do quê realmente importa. Desde o início eles afirmam que os mistérios de "Lost" são resolvidos nos detalhes, coisas que passam desapercebidas até. Mas, mesmo a cinco episódios do final da série, ainda não consigo encaixar todas as peças. E esse é o meu temor. Que nem JJ Abrams e sua trupe consigam encaixar também.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
FAZENDO O SOCIAL
Uma coisa que me chama a atenção é como as pessoas interagem mais através do Facebook. Ao contrário do Orkut, que tardiamente incluiu um "mural" em sua página, todos no Facebook parecem estar mais interessados em compartilhar sua vida e interagir com seus amigos.
Hoje em dia meu Orkut está quase que abandonado. Assim como meu Twitter. No Facebook, faço mais comentários sobre meu dia a dia, posto mais fotos e atualizo álbuns com mais frequência, publico mais links e vídeos, jogo mais. Sinto mais gosto, mais afeição pelo Facebook do que pelo Orkut.
O principal motivo é a interface. Dá gosto estar no Facebook. Visualmente ele é mais interessante, mais bonito, menos poluído. O Orkut continua "quadradão", feio e pouco interativo. Neste último quesito, Facebook dá de dez a zero no Orkut. Existem amigos antigos no Orkut com os quais tinha até perdido um contato, mas voltamos a nos aproximar pelo Facebook. Motivo: é muito mais fácil e rápido mandar um "oi" pelo Facebook. Às vezes, você vê rapidamente uma atualização de um amigo no mural e fica fácil entrar em contato com ele.
Fora isso, existem aplicações e jogos sociais que permitem uma maior interação. Veja por exemplo o "Farmville", o simulador de fazenda mais popular da Web. A idéia de criar uma fazenda, adicionar amigos como vizinhos e interagir auxiliando-os em suas respectivas fazendas cria uma aproximação a mais. Lógico, alguns enjoam da brincadeira, outros sequer gostam do jogo, mas não se pode negar que é uma opção a mais de socialização.
Também percebi que o Orkut passou a se tornar um tanto quanto "povão". É nítido que no Facebook o povo é mais educado, mais refinado. Talvez seja porque muitos do "povão" sintam-se perdidos na primeira vez que utilizam o Facebook, tachando-o de "muito complicado". Porém, com um pouco de paciência e fuçando, logo entende-se como funciona tudo.
Mas nem tudo é um mar de rosas. O Facebook ainda é um pouco lento em alguns momentos, como por exemplo na publicação de fotos e uso de aplicativos.
Falando em números, o Orkut ainda detém a soberania em termos de perfis. São cerca de 27 milhões de perfis no Brasil contra 6,6 milhões no Facebook (segundo dados do Ibope Online Nielsen). Entretanto, o Facebook teve uma taxa de crescimento em torno de 50% no último trimeste contra um crescimento de 7% do Orkut. Isso assusta o pessoal do Google, dona do Orkut, que apesar de se mover ainda não conseguiu criar uma rede social a altura.
Em Março de 2010, o Facebook tornou-se o site mais acessado do mundo, superando inclusive o Google. Um indicativo da verdadeira força que as redes sociais representam.
Não creio que o Facebook vá derrubar o Orkut. O que provavelmente irá acontecer é que mais e mais usuários vão criar seus perfis no Facebook e com o tempo passarão a usá-lo mais (como acontece comigo). O futuro de ambos, e das redes sociais, deixo para um próximo post.
Hoje em dia meu Orkut está quase que abandonado. Assim como meu Twitter. No Facebook, faço mais comentários sobre meu dia a dia, posto mais fotos e atualizo álbuns com mais frequência, publico mais links e vídeos, jogo mais. Sinto mais gosto, mais afeição pelo Facebook do que pelo Orkut.
O principal motivo é a interface. Dá gosto estar no Facebook. Visualmente ele é mais interessante, mais bonito, menos poluído. O Orkut continua "quadradão", feio e pouco interativo. Neste último quesito, Facebook dá de dez a zero no Orkut. Existem amigos antigos no Orkut com os quais tinha até perdido um contato, mas voltamos a nos aproximar pelo Facebook. Motivo: é muito mais fácil e rápido mandar um "oi" pelo Facebook. Às vezes, você vê rapidamente uma atualização de um amigo no mural e fica fácil entrar em contato com ele.
Fora isso, existem aplicações e jogos sociais que permitem uma maior interação. Veja por exemplo o "Farmville", o simulador de fazenda mais popular da Web. A idéia de criar uma fazenda, adicionar amigos como vizinhos e interagir auxiliando-os em suas respectivas fazendas cria uma aproximação a mais. Lógico, alguns enjoam da brincadeira, outros sequer gostam do jogo, mas não se pode negar que é uma opção a mais de socialização.
Também percebi que o Orkut passou a se tornar um tanto quanto "povão". É nítido que no Facebook o povo é mais educado, mais refinado. Talvez seja porque muitos do "povão" sintam-se perdidos na primeira vez que utilizam o Facebook, tachando-o de "muito complicado". Porém, com um pouco de paciência e fuçando, logo entende-se como funciona tudo.
Mas nem tudo é um mar de rosas. O Facebook ainda é um pouco lento em alguns momentos, como por exemplo na publicação de fotos e uso de aplicativos.
Falando em números, o Orkut ainda detém a soberania em termos de perfis. São cerca de 27 milhões de perfis no Brasil contra 6,6 milhões no Facebook (segundo dados do Ibope Online Nielsen). Entretanto, o Facebook teve uma taxa de crescimento em torno de 50% no último trimeste contra um crescimento de 7% do Orkut. Isso assusta o pessoal do Google, dona do Orkut, que apesar de se mover ainda não conseguiu criar uma rede social a altura.
Em Março de 2010, o Facebook tornou-se o site mais acessado do mundo, superando inclusive o Google. Um indicativo da verdadeira força que as redes sociais representam.
Não creio que o Facebook vá derrubar o Orkut. O que provavelmente irá acontecer é que mais e mais usuários vão criar seus perfis no Facebook e com o tempo passarão a usá-lo mais (como acontece comigo). O futuro de ambos, e das redes sociais, deixo para um próximo post.
terça-feira, 20 de abril de 2010
CIÊNCIA DE BORDA
J.J. Abrams, criador de séries de sucesso como "Lost" e "Alias", pode ser considerado um verdadeiro Midas. Tudo que ele toca vira ouro, mais cedo ou mais tarde.
No início, tinha dúvidas se seu novo seriado, "Fringe", iria emplacar. Atualmente ele encontra-se próximo do final de uma empolgante segunda temporada, conquistando a audiência e sendo elogiado pela crítica.
Juntamente com Roberto Orci e Alex Curtis, roteiristas dos dois "Transformers" e do último "Star Trek", Abrams consegue criar uma trama envolvente. Ao contrário de "Lost", ele já foi contando o mistério, o "quê" de tudo, no meio da primeira temporada. Resta saber o "como".
O seriado segue a trajetória da agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) que trabalha numa divisão que estuda fenômenos denominados como "O Padrão". São crimes que desafiam a ciência e fazem parte de uma experiência onde a Terra é a própria cobaia.
Olivia tem a ajuda de um cientista literalmente louco, Walter Bishop (John Noble, o grande destaque do seriado) e do seu filho Peter (Joshua Jackson, do antigo seriado "Dawson´s Creek").
Entre os temas do seriado, podemos citar paranormalidade, teletransporte, manipulação genética e dimensões paralelas.
Para os fãs de "Arquivo X" (como eu), "Fringe" é uma excelente pedida. O roteiro envolvente e inteligente, o alívio cômico do Dr. Walter (que parece sempre estar laricado) e a atuação cada vez melhor da bela Anna Torv garantiram a renovação da série para uma terceira temporada.
No início, tinha dúvidas se seu novo seriado, "Fringe", iria emplacar. Atualmente ele encontra-se próximo do final de uma empolgante segunda temporada, conquistando a audiência e sendo elogiado pela crítica.
Juntamente com Roberto Orci e Alex Curtis, roteiristas dos dois "Transformers" e do último "Star Trek", Abrams consegue criar uma trama envolvente. Ao contrário de "Lost", ele já foi contando o mistério, o "quê" de tudo, no meio da primeira temporada. Resta saber o "como".
O seriado segue a trajetória da agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) que trabalha numa divisão que estuda fenômenos denominados como "O Padrão". São crimes que desafiam a ciência e fazem parte de uma experiência onde a Terra é a própria cobaia.
Olivia tem a ajuda de um cientista literalmente louco, Walter Bishop (John Noble, o grande destaque do seriado) e do seu filho Peter (Joshua Jackson, do antigo seriado "Dawson´s Creek").
Entre os temas do seriado, podemos citar paranormalidade, teletransporte, manipulação genética e dimensões paralelas.
Para os fãs de "Arquivo X" (como eu), "Fringe" é uma excelente pedida. O roteiro envolvente e inteligente, o alívio cômico do Dr. Walter (que parece sempre estar laricado) e a atuação cada vez melhor da bela Anna Torv garantiram a renovação da série para uma terceira temporada.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
VELHO DEMAIS PARA OS MESMOS BRINQUEDOS
Acabei saindo prá dançar na Sexta-Feira. O meu destino: a festa de 7 anos da Toy, no Moinho Santo Antônio. Já saí animado, visto que adoro a locação e vários amigos também iam. A vibe estava lá encima.
A entrada estava calma. Alguma fila para pegar as fichas que serveriam para comprar bebidas, mas nada muito demorado. A produção estava ótima, todos os amigos pareciam ter ido. João Neto comandava um set bem up, muito animado. Indicativo de uma noite perfeita.
Mas não foi.
Mais uma vez o sr. Isaac Escalante não soube segurar a onda.
Não é implicação minha, mas nunca, nunquinha, ouvi Isaac Escalante fazer algo além da média. Ele nunca tocou ruim, mas nunca fez um set que ficasse na minha lembrança como algo inesquecível. Ele pode ser ótimo para a abertura de uma festa, mas não como atração principal.
Esta foi a sétima vez que fui a uma festa com Escalante tocando, mas não me animei. A maioria dos meus amigos, ao contrário, achou maravilhoso o set dele. Daí me pergunto: tou velho demais, é isso?
Conversando com algumas pessoas, algumas também acharam que faltou algo no som ou na vibe e que há tempos não sente a mesma coisa (com a rara exceção do Peter Rauhoffer no Carnaval em Floripa, que foi perfeito do começo ao fim). Parece que nos acostumamos a um padrão de qualidade musical que hoje em dia exige muito mais dos DJs, um padrão que nem sempre é atingido, seja num finde comum ou numa festa especial.
Parece que esse padrão de qualidade é guardado para ser utilizado em grandes festas como Ano Novo, Carnaval etc. Eu disse PARECE não que É.
Fico pensando se fiquei mal acostumado com a grandiosidade, onde agora qualquer balada tornou-se lugar comum, ou se a noite não me satisfaz mais. Tenho a impressão de que essa cartilha de sair na noite cansou um pouco. Atualmente ainda saio mais pelo social, pois de resto tudo parece o mesmo e, para meu azar, a mesmice cansa. Como uma reprise de um filme bom na "Sessão da Tarde", que de tanto reprisar vira algo comum e, mesmo ainda sendo um filme bom, para você agora parece como algo mediano. Será por que não é mais novidade?
Será que sete anos saindo na balada paulistana foram suficientes para tornar tudo um lugar comum, um mediano constante que não mais satisfaz? Ou a idade chegou, refinou meu gosto, deixou-me chato rotulando tudo como "mediano"?
Observando os mais jovens, por volta dos seus 25 anos, fica parecendo que tudo está no ponto, incrível, perfeito. Acho que, com 34 anos que estou, fiquei mais seletivo em questão de baladas. E espero que seja uma fase passageira e não me pegue repetindo mentalmente o antigo e bom refrão "I can´te get no satisfaction". Acho que agora realmente entendo o quê os Rolling Stones queriam dizer.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
CONECTANDO-SE NAS NUVES
Um dia estava assistindo uma propaganda da Locaweb que dizia "a Locaweb traz a você todo poder do Cloud Computing" ou algo similar. Então comecei a pensar: quantas pessoas, que incorporaram a informática e a internet a sua vida pessoal e profissional, sabem o quê é cloud computing?
A primeira vez que ouvi o termo "Cloud Computing" ou, em português, "Computação em Nuvem", foi em 1995, quando eu estava iniciando a faculdade de Ciência da Computação. Naquela época, a computação em nuvem era muito mais uma idéia que uma realidade. Era algo que estava ainda amadurecendo. A partir de 2002 a tecnologia começou a ser utilizada e desde 2008 tornou-se termo corriqueiro no dia a dia.
Simplificando a definição, cloud computing é a forma de oferecer ao usuário programas,como editores de texto, planilhas eletrônicas, agenda de contatos etc através da internet. Quem utiliza, não precisa instalar nada ou quase nada na máquina, a aplicação é executada online através da internet. Não existe limitações se você está utilizando um PC ou um Mac, acessando com Internet Explorer ou Firefox ou qualquer outro navegador, de um notebook ou de um smartphone. A idéia é que o programa que você instala no seu computador (o software) deixe de ser um produto e passe a ser um serviço, como um internet banking.
Além disso, os documentos criados através dessas aplicações podem ser guardados pelo próprio fornecedor do serviço. Por exemplo, você pode criar um documento online e salvá-lo online, para que possa acessar de qualquer outro computador.
Ah, então meu serviço de Webmail, internet banking, orkut, facebook, twitter usam a cloud computing? Sim e não. A própria definição de cloud computing ainda é meio vaga e não foi totalmente padronizada. Um site de divulgação de uma festa não presta nenhum serviço (além do de informação, óbvio), não sendo considerado algo "na nuvem".
Os melhores exemplos de aplicações que usam computação em nuvem são o Google Docs, o Live Mesh, os webmails e messengers da vida.
Apesar de ser uma ótima idéia, podendo reduzir custos para pessoas e empresas, a cloud computing ainda é vista com certa desconfiança. Empresas ainda possuem receios em colocar documentos sensíveis na nuvem e, apesar da segurança existente, a mesma ainda não é completamente ideal. O aprimoramento da segurança na computação em nuvem é um dos principais temas debatidos hoje em dia.
A computação em nuvem, de um conceito nebuloso (não resisti ao trocadilho..rsrs) está se tornando cada vez mais presente no dia a dia. Porém, a total adesão por parte de usuários comuns e empresas ainda está longe de ser uma realidade.
A primeira vez que ouvi o termo "Cloud Computing" ou, em português, "Computação em Nuvem", foi em 1995, quando eu estava iniciando a faculdade de Ciência da Computação. Naquela época, a computação em nuvem era muito mais uma idéia que uma realidade. Era algo que estava ainda amadurecendo. A partir de 2002 a tecnologia começou a ser utilizada e desde 2008 tornou-se termo corriqueiro no dia a dia.
Simplificando a definição, cloud computing é a forma de oferecer ao usuário programas,como editores de texto, planilhas eletrônicas, agenda de contatos etc através da internet. Quem utiliza, não precisa instalar nada ou quase nada na máquina, a aplicação é executada online através da internet. Não existe limitações se você está utilizando um PC ou um Mac, acessando com Internet Explorer ou Firefox ou qualquer outro navegador, de um notebook ou de um smartphone. A idéia é que o programa que você instala no seu computador (o software) deixe de ser um produto e passe a ser um serviço, como um internet banking.
Além disso, os documentos criados através dessas aplicações podem ser guardados pelo próprio fornecedor do serviço. Por exemplo, você pode criar um documento online e salvá-lo online, para que possa acessar de qualquer outro computador.
Ah, então meu serviço de Webmail, internet banking, orkut, facebook, twitter usam a cloud computing? Sim e não. A própria definição de cloud computing ainda é meio vaga e não foi totalmente padronizada. Um site de divulgação de uma festa não presta nenhum serviço (além do de informação, óbvio), não sendo considerado algo "na nuvem".
Os melhores exemplos de aplicações que usam computação em nuvem são o Google Docs, o Live Mesh, os webmails e messengers da vida.
Apesar de ser uma ótima idéia, podendo reduzir custos para pessoas e empresas, a cloud computing ainda é vista com certa desconfiança. Empresas ainda possuem receios em colocar documentos sensíveis na nuvem e, apesar da segurança existente, a mesma ainda não é completamente ideal. O aprimoramento da segurança na computação em nuvem é um dos principais temas debatidos hoje em dia.
A computação em nuvem, de um conceito nebuloso (não resisti ao trocadilho..rsrs) está se tornando cada vez mais presente no dia a dia. Porém, a total adesão por parte de usuários comuns e empresas ainda está longe de ser uma realidade.
CRIATIVIDADE ALADA
Bem intencionado é o melhor adjetivo que encontro para o desenho "Como Treinar Seu Dragão". É um desenho leve, com algumas piadinhas, bem acabado. E somente isso.
Não sei se inflei muito minhas expectativas por tratar-se de uma produção da Dreamworks, responsável por sucessos como "Shrek" e "Madagascar", mas tive a impressão que faltou algo. Reconheço que é difícil concorrer com a Pixar, que a cada ano consegue se superar, porém tomo como base animações anteriores do estúdio.
Apesar disso, não posso desenhar totalmente do filme. "Como Treinar Seu Dragão" consegue te conquistar não pelas piadas, mas pela relação de amizade entre o humano Soluço e o dragão Banguela. A doçura como essa amizade é retratada emociona e faz com que você deixe a sessão sentindo-se bem humorado.
Na trama, Soluço é um jovem viking que deseja provar seu valor como caçador de dragões diante da aldeia e do seu pai. Franzino e desajeitado, ele nunca consegue fazer nada direito e às vezes até piora a situação.
Uma noite, por mero golpe de sorte, Soluço acaba acertando um dragão em pleno vôo. Ao encontrar o animal, não tem coragem de matá-lo. Acaba por soltá-lo e daí para frente você já pode imaginar o que vem.
A história pode ser batida, mas ainda assim é uma história que o público adora, vide o farto lucro que o filme vem conseguindo mundialmente. Mesmo sendo abaixo da média para a Dreamworks, "Como Treinar Seu Dragão" é um filme despretencioso que aposta numa fórmula básica de sucesso, porém o faz como manda a cartilha.
terça-feira, 13 de abril de 2010
QUANDO VOCÊ ACHA QUE JÁ VIU DE TUDO
Vou parar de ser reclamão um pouco. Um post para descontrair...
Imagine uma pedra. Ligada ao seu micro ou notebook. Pela porta USB.
Pensou? Não? Olha a foto.
Sim, gente. É uma pedra. Com entrada USB.
E o que ela faz? É um pen-drive? Ela vibra? Toca musiquinha e acende luzinha?
Não. Ela não faz nada. Absolutamente nada. É uma pedra, você queria que ela fizesse o quê?
A empresa ThinkGeek vende esse maravilhoso...ahm..hum... gadget por US$ 9,99 apenas. A idéia é fazer as pessoas sorrirem. Imagina só, você plugando na porta USB do micro do seu trabalho uma pedra. E todo mundo pensando "Queporra diabos é isso?". Bom, ou você vai passar por louco ou por palhaço.
A matéria sobre a pedra USB foi publicada no site da revista Info, que pode ser acessado AQUI.
Imagine uma pedra. Ligada ao seu micro ou notebook. Pela porta USB.
Pensou? Não? Olha a foto.
Sim, gente. É uma pedra. Com entrada USB.
E o que ela faz? É um pen-drive? Ela vibra? Toca musiquinha e acende luzinha?
Não. Ela não faz nada. Absolutamente nada. É uma pedra, você queria que ela fizesse o quê?
A empresa ThinkGeek vende esse maravilhoso...ahm..hum... gadget por US$ 9,99 apenas. A idéia é fazer as pessoas sorrirem. Imagina só, você plugando na porta USB do micro do seu trabalho uma pedra. E todo mundo pensando "Que
A matéria sobre a pedra USB foi publicada no site da revista Info, que pode ser acessado AQUI.
Buying things that you don´t need
Existem todo um auê em torno do iPad. Não só do iPad, mas como de todos os outros concorrentes denominados de "tablet PCs".
A idéia do tablet PC é de um computador portátil, em forma de prancheta. Inicialmente pensou-se em um dispositivo para a leitura de livros em formato eletrônico (e-books), porém logo estendeu-se as funcionalidades para a navegação pela Internet, exibição de vídeos e player de música.
A idéia inicialmente parecia interessante. Porém, considerando a evolução dos smartphones, notebooks e netbooks, o tablet PC fica parecendo algo desnecessário, principalmente para quem já possui um smartphone e/ou um notebook.
Um tablet PC possui poder de processamento maior que o de um smartphone, porém menor do que um notebook. Ele é focado em tarefas como navegar na internet, ler livros, jogar games. Pode parecer interessante, por exemplo, numa viagem longa tirar um iPad da mochila e começar a jogar ou ler. Nada que você já não pudesse fazer com um notebook ou um smartphone.
Vejamos, por exemplo, um iPad. Ele navega na Internet, mas seu iPhone ou equivalente também navega. "Ah, mas a tela é pequena", você responde. Tudo bem, então você prefere sacar um iPad em plena Av. Paulista/Av. Atlântica e correr o risco de ser assaltado? Fora que ver YouTube, nem pensar, pois o iPad não roda Flash, componente necessário para rodar vídeos online que existem na maioria dos sites.
Bom, então você decide assistir um filme durante a viagem (com fone para não incomodar as outras pessoas, ok?). Bom, não pode ser em DVD, pois o iPad não possui leitor. Tudo bem, vamos transferir o filme para o micro e depois para o iPad. Não vai dar, pois o iPad não possui entrada USB. Ou entrada para cartão. Pois é, você vai ter que comprar através da loja da Apple (lógico!!!). Assim como qualquer livro que queira ler. Ou qualquer jogo que queira jogar.
Que tal gravar um vídeo? Ou tirar uma foto? Não vai dar, pois o iPad não tem câmera.
Instalar um programa? Só com o aval da Apple, comprando através da Apple Store.
Abrir um documento e uma planilha? Somente um de cada vez, pois o iPad não possui função de multitarefa, ou seja, não é possível abrir dois aplicativos ao mesmo tempo.
Vejam bem! Não sou totalmente "anti-iPad". Estou sendo contra ao projeto com foi criado. Um aparelho que não te dá opções de conectividade para que você fique totalmente dependente da loja da Apple é um tanto quanto monopolista. Você pode comprar um livro online para ler em qualquer lugar, menos no iPad pois ele não foi comprado da loja deles. O mesmo ocorre com músicas e filmes. E o público acaba engolindo pois ter um iPod/iPhone/iPad é "cool". Por exemplo, todos acham o máximo ter um iPhone que sim, foi um divisor de água, mas ainda é limitado. Smartphones com Windows Mobile ou Android são mais práticos e possuem maior integração com sistemas Windows, que são base predominante no mundo todo.
A Apple cria aparelhos tecnologicamente brilhantes, mas tenta impor um modelo de negócio um tanto travado, apesar de funcionar estupidamente bem. Eu não trocaria meu smartphone com Windows Mobile por um iPhone. Não quero um notebook Macintosh, visto as limitações de poucos programas existentes (principalmente para desenvolvedores de softwares como eu). E, se um dia eu vir a ter um tablet PC, com certeza irei optar por um que rode Windows e me ofereça opções de conectividade e permita que eu utilize os mesmos arquivos que tenho no meu micro.
Até o momento, a única vantagem que vejo em um tablet é a portabilidade. Para quem precisa de alto desempenho no trabalho, é melhor um notebook. Comunicação esporádica pela internet, é melhor um smartphone. Os tablets ainda são um meio termo e totalmente voltados para diversão e para ambientes coorporativos. Só o tempo vai definir os tablets vieram mesmo para ficar.
A idéia do tablet PC é de um computador portátil, em forma de prancheta. Inicialmente pensou-se em um dispositivo para a leitura de livros em formato eletrônico (e-books), porém logo estendeu-se as funcionalidades para a navegação pela Internet, exibição de vídeos e player de música.
A idéia inicialmente parecia interessante. Porém, considerando a evolução dos smartphones, notebooks e netbooks, o tablet PC fica parecendo algo desnecessário, principalmente para quem já possui um smartphone e/ou um notebook.
Um tablet PC possui poder de processamento maior que o de um smartphone, porém menor do que um notebook. Ele é focado em tarefas como navegar na internet, ler livros, jogar games. Pode parecer interessante, por exemplo, numa viagem longa tirar um iPad da mochila e começar a jogar ou ler. Nada que você já não pudesse fazer com um notebook ou um smartphone.
Vejamos, por exemplo, um iPad. Ele navega na Internet, mas seu iPhone ou equivalente também navega. "Ah, mas a tela é pequena", você responde. Tudo bem, então você prefere sacar um iPad em plena Av. Paulista/Av. Atlântica e correr o risco de ser assaltado? Fora que ver YouTube, nem pensar, pois o iPad não roda Flash, componente necessário para rodar vídeos online que existem na maioria dos sites.
Bom, então você decide assistir um filme durante a viagem (com fone para não incomodar as outras pessoas, ok?). Bom, não pode ser em DVD, pois o iPad não possui leitor. Tudo bem, vamos transferir o filme para o micro e depois para o iPad. Não vai dar, pois o iPad não possui entrada USB. Ou entrada para cartão. Pois é, você vai ter que comprar através da loja da Apple (lógico!!!). Assim como qualquer livro que queira ler. Ou qualquer jogo que queira jogar.
Que tal gravar um vídeo? Ou tirar uma foto? Não vai dar, pois o iPad não tem câmera.
Instalar um programa? Só com o aval da Apple, comprando através da Apple Store.
Abrir um documento e uma planilha? Somente um de cada vez, pois o iPad não possui função de multitarefa, ou seja, não é possível abrir dois aplicativos ao mesmo tempo.
Vejam bem! Não sou totalmente "anti-iPad". Estou sendo contra ao projeto com foi criado. Um aparelho que não te dá opções de conectividade para que você fique totalmente dependente da loja da Apple é um tanto quanto monopolista. Você pode comprar um livro online para ler em qualquer lugar, menos no iPad pois ele não foi comprado da loja deles. O mesmo ocorre com músicas e filmes. E o público acaba engolindo pois ter um iPod/iPhone/iPad é "cool". Por exemplo, todos acham o máximo ter um iPhone que sim, foi um divisor de água, mas ainda é limitado. Smartphones com Windows Mobile ou Android são mais práticos e possuem maior integração com sistemas Windows, que são base predominante no mundo todo.
A Apple cria aparelhos tecnologicamente brilhantes, mas tenta impor um modelo de negócio um tanto travado, apesar de funcionar estupidamente bem. Eu não trocaria meu smartphone com Windows Mobile por um iPhone. Não quero um notebook Macintosh, visto as limitações de poucos programas existentes (principalmente para desenvolvedores de softwares como eu). E, se um dia eu vir a ter um tablet PC, com certeza irei optar por um que rode Windows e me ofereça opções de conectividade e permita que eu utilize os mesmos arquivos que tenho no meu micro.
Até o momento, a única vantagem que vejo em um tablet é a portabilidade. Para quem precisa de alto desempenho no trabalho, é melhor um notebook. Comunicação esporádica pela internet, é melhor um smartphone. Os tablets ainda são um meio termo e totalmente voltados para diversão e para ambientes coorporativos. Só o tempo vai definir os tablets vieram mesmo para ficar.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
MEIA-ENTRADA PRÁ QUÊ?
Por um pouco de indecisão de minha parte e do meu namorado, decidimos de última hora ir no Skol Sensation. A galera toda se animou, então também nos animamos (mas só um poquinho, afinal se não tínhamos comprado até agora...).
Daí começou nossa peregrinação. Já tínhamos conversado com alguns amigos que tinham dito que os ingressos estavam esgotados. Estranhamos e mesmo assim fomos conferir. A primeira parada foi a Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Paulista. Estavam sem ingressos. Sem desanimar fomos até a FNAC Paulista. Estavam sem sistema (olhos levantados ao céu, suspiro e balão de pensamento sobre a cabeça com a palavra "SACO" escrita dentro). Acabamos deixando para comprar pela Internet mesmo, porém resolvemos almoçar, ir ao cinema, fazer outras coisas. E nesse meio tempo um amigo dele liga para dizer que tinham desistido de ir pois já estavam esgotados todos os ingressos de meia-entrada.
Daí penso. COMO ASSIM, BIAL?
Lembro que por reinvindicação da classe artística e produtores de shows, uma lei estava tramitando para aprovar a cota de meia-entrada em torno de 40% dos ingressos. Pelo que me lembro, essa lei chegou até passar pelo Senado, mas foi vetada pelo presidente Lula. Então fui conferir no site do Procon de São Paulo (http://www.procon.sp.gov.br/) que diz na área de perguntas frequentes:
"2. É correto os organizadores de eventos/shows limitarem a venda de meia entrada?
Não. A concessão de meia entrada deve ser garantida para todos os alunos que se enquadram na Lei Estadual no 7844, de 13/05/92 e Lei Municipal no 13715, de 07/01/04, ou seja, estudantes de ensino fundamental, médio e superior, sendo estendido no município de São Paulo para alunos de cursos pré-vestibulares, profissionalizantes (básico e técnico) e pós-graduação.
Se houver recusa no cumprimento da lei, o aluno poderá adquirir o ingresso com valor integral e requerer posteriormente a devolução da quantia paga a maior, através de um órgão de defesa do consumidor ou o próprio Poder Judiciário. Para isto, deverá apresentar o ingresso e a identificação estudantil".
Em resumo, ninguém respeita a lei. E vão continuar desrrespeitando enquanto ninguém se mobilizar.
Logicamente, os produtores, cantores, artistas e os cambau vão reclamar que existem muitas carteirinhas falsificadas rondando por aí. Isso é vero, mas eles precisam é pressionar por uma maior fiscalização. As pessoas que tem o direito a pagar meia entrada são as mais prejudicadas.
Então acho que os prejudicados devem dar um basta nisso. Querem muito ir ao show/evento? Paguem o preço integral e depois procurem o Procon para ressarcimento. Ah, você não quer ter o trabalho de ir ao Procon ou não tem o dindin para pagar inteira ou nem está tão afim de ir? NÃO COMPRE. E deixe bem claro na bilheteria e envie e-mail para a organização do evento deixando bem claro o motivo.
Enquanto a maioria das pessoas não correrem atrás dos seus direitos, torna-se impossível mudar algo nesse país.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O AZEDO TAMBÉM TEM SEUS ENCANTOS
Hora de estabelecer os motivos pelos quais resolvi criar um blog. É minha segunda tentativa, não espero ter audiência, mas..."Sutilmente cítrico"... qual o motivo?
Simples. Destilar minha acidez online (dããã).
Nos últimos tempos venho querendo poder divagar, muito além do que os caracteres dos posts do Twitter e do Facebook podem me oferecer. Entonces... voilá! Nada como divagar em um blog e somente postar o link?
Ótima idéia, hã? hã?
Então começam os questionamentos: "ah, a vida é bela, você poderia falar de tanta coisa legal, de novidades, de cinema....".
Não vou dizer que não vou falar. Mas preciso de um espaço para reclamar, falastrar, METER O PAU MERMO!
(talvez nem tanto neste último).
Enfim, quem me conhece sabe que sou uma pessoa alegre, feliz e saltitante (hum... nem tanto). Mas quem me conhece bem sabe que quando estou de mau humor, quando quero reclamar...
Esse é meu lado cítrico.
De vez em quando é positivo destilar o lado negativo, ácido, irônico da vida em forma de pequenos (e grandes) posts. Não sei se o projeto vai para frente, a frequência ácida deste, mas com certeza quando o fizer, vocês todos vão ficar sabendo. Principalmente por Facebook.
Creio que essa vai ser uma boa terapia. E não se assustem com meu ponto de vista. Ou se assustem e dessam a lenha nos comentários, os quais irei ler todos, mas aprovar só os que não ofenderem minha pessoa ou minha progenitora.
Sempre é bom sonhecer a opinião alheia. Mesmo que venha a divergir da minha.
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