Lógico que eu ia assistir "Sex and The City 2". Vocês acham que não? Eu adorava o seriado, apesar de achar uma tremenda palhaçada viado dizer que quem é gay é obrigado a gostar do seriado. FAÇA-ME O FAVOR! Detesto quem tem mente pequena e quer padronizar todo mundo.
"Sex and The City 2" provocou uma dualidade na minha cabeça. Ele consegue ir da estratosfera até as profundezas abissais. Conseguiu despertar amor e ódio.
A série deixou um buraco na vida de muita gente. Assistir ao filme pareceu uma reunião com velhas amigas para colocar o assunto em dia. Bem, é disso que o filme trata, reunindo todas em uma grande viagem até Abu Dhabi.
Este é o problema. Das quatro, três estão casadas. E justamente a graça do seriado eram os encontros e desencontros de quatro solteiras em Nova York, cada uma com suas características. Esse revival das quatro amigas em Abu Dhabi tem seus momentos interessantes. O roteiro, com mestria, soube encaixar situações de mulheres casadas com os personagens (somente com Miranda a coisa não funciona, o personagem ficou por demais apagado). Soube explorar também a preocupação com envelhecimento (Samantha, como sempre, rende as melhores piadas). As piadas estão fantásticas (fora a cena ridícula do Karaokê, totalmente dispensável).
O quê há de errado então com o filme? Ele soa datado. Incrivelmente datado. Soa como velho, parece querer dar continuidade a algo que devia ter sido encerrado há algum tempo atrás. O luxo e exuberância não são mais os mesmos, a jovialidade ficou para trás com o envelhecimento das atrizes. O tom ficou mais sério e apesar dos dramas terem sido bem aproveitados, não parece mais "Sex And The City".
Fiquei com essa dualidade. O filme é bom ou ruim? O filme consegue ser incrivelmente fantástico e incrivelmente péssimo ao mesmo tempo! Eu gostei? Adorei! Só que ao mesmo tempo tive a impressão que era "mais do mesmo", igual a qualquer comédia romântica com a única diferença que eu já tinha me afeiçoado aos personagens a muito tempo atrás.
E não é à toa que os gays se identifiquem tanto. Carrie é o gay que não sabe o que quer, quer as maravilhas de ser casado e o lado bom de ser solteiro e independente. Ou seja, não quer compromisso. Samantha é a "bunita" que quer ser puta, sair catando todo mundo, mas se desespera ao perceber que está virando "tiozão". Miranda é a biba ranheta, nada está bom, não gosta de boite, de sauna, de barzinho, de internet e ainda assim que encontrar alguém. Charlotte é o viado que ainda acredita em príncipe encantado e a cada namorico que não dá certo cai em depressão.
Mas o importante é aproveitar. "Sex And The City 2" deve ser visto como boa diversão e somente isso. Nada de achar que é "o filme do ano". Limitar-se a isso é limitar sua visão do mundo e seu modo de pensar. Existe vida pós Carrie Bradshaw.
"Sex and The City 2" provocou uma dualidade na minha cabeça. Ele consegue ir da estratosfera até as profundezas abissais. Conseguiu despertar amor e ódio.
A série deixou um buraco na vida de muita gente. Assistir ao filme pareceu uma reunião com velhas amigas para colocar o assunto em dia. Bem, é disso que o filme trata, reunindo todas em uma grande viagem até Abu Dhabi.
Este é o problema. Das quatro, três estão casadas. E justamente a graça do seriado eram os encontros e desencontros de quatro solteiras em Nova York, cada uma com suas características. Esse revival das quatro amigas em Abu Dhabi tem seus momentos interessantes. O roteiro, com mestria, soube encaixar situações de mulheres casadas com os personagens (somente com Miranda a coisa não funciona, o personagem ficou por demais apagado). Soube explorar também a preocupação com envelhecimento (Samantha, como sempre, rende as melhores piadas). As piadas estão fantásticas (fora a cena ridícula do Karaokê, totalmente dispensável).
O quê há de errado então com o filme? Ele soa datado. Incrivelmente datado. Soa como velho, parece querer dar continuidade a algo que devia ter sido encerrado há algum tempo atrás. O luxo e exuberância não são mais os mesmos, a jovialidade ficou para trás com o envelhecimento das atrizes. O tom ficou mais sério e apesar dos dramas terem sido bem aproveitados, não parece mais "Sex And The City".
Fiquei com essa dualidade. O filme é bom ou ruim? O filme consegue ser incrivelmente fantástico e incrivelmente péssimo ao mesmo tempo! Eu gostei? Adorei! Só que ao mesmo tempo tive a impressão que era "mais do mesmo", igual a qualquer comédia romântica com a única diferença que eu já tinha me afeiçoado aos personagens a muito tempo atrás.
E não é à toa que os gays se identifiquem tanto. Carrie é o gay que não sabe o que quer, quer as maravilhas de ser casado e o lado bom de ser solteiro e independente. Ou seja, não quer compromisso. Samantha é a "bunita" que quer ser puta, sair catando todo mundo, mas se desespera ao perceber que está virando "tiozão". Miranda é a biba ranheta, nada está bom, não gosta de boite, de sauna, de barzinho, de internet e ainda assim que encontrar alguém. Charlotte é o viado que ainda acredita em príncipe encantado e a cada namorico que não dá certo cai em depressão.
Mas o importante é aproveitar. "Sex And The City 2" deve ser visto como boa diversão e somente isso. Nada de achar que é "o filme do ano". Limitar-se a isso é limitar sua visão do mundo e seu modo de pensar. Existe vida pós Carrie Bradshaw.

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