Dia dos namorados. Data querida por alguns, triste para outros e indiferente para muitos. E ao mesmo tempo que a homossexualidade permite um grau maior de liberdade, também dificulta na hora de relacionar-se com alguém. Principalmente em Sampa.
Já não era a primeira vez que eu digo que o povo não quer nada com nada. Um dos motivos seria devido à grande oferta. E de qualidade. A fartura de homens bonitos (ou como minha mãe diria, "bem-apessoados") é tanta que parece que o pessoal nem se preocupa em manter algo sério com alguém. Existe quantidade com qualidade e todos querem pegar todos. Uma putaria geral!
Mas outro fator que quero contabilizar também é a liberdade que temos. Liberdade pelo fato de gay não constituir família. Desse modo, sente-se livre para esbaldar-se em festas e mais festas, durante o ano todo. Já falei uma vez que ser gay é viver uma adolescência estendida. E como todo adolescente, a máxima é pegar o máximo de caras possível. Por quê contentar-se com apenas um?
O resultado é que muitos colocam o namoro em segundo plano. Enquanto há saúde, o melhor é aproveitar. Não se dá o real valor ao namoro. As pessoas fogem a qualquer sinal de envolvimento. E quando há o envolvimento, desiste-se ao primeiro sinal de algo errado. Ninguém tem o incentivo de investir, dialogar, tentar consertar o quê está errado. Ninguém cede, então ninguém muda. "Para quê vou mudar? Tem tanto cara gostoso dando sopa aí!", é o primeiro pensamento.
Ao mesmo tempo, muitos vivem em depressão, pois estão sozinhos. Reclamam e reclamam, mas nunca estão disposto a tentar mudar seus conceitos, a dialogar, a acreditar. Como já disse em outros posts, logo chegam a situação dos chamados tiozões da balada, que apesar de bonitos e sarados estão sozinhos. Viram "veteranos" da balada, sempre ficando com todos, mas no fim permanecendo sozinhos.
Chega um momento que devemos tomar uma decisão: se queremos mesmo namorar. Existem pessoas que nasceram para serem solteiros, que não se sentem bem com alguém. Outros, como eu, precisam de alguém ao lado para dividir momentos bons e ruins (e felizmente, encontrei alguém!). Porém, não há como querer viver como adolescente e ter algo sério com alguém. Chega um momento em que você precisa rever seus conceitos e crescer. O momento em que você precisa domar seu ego, aceitar que tem erros e as pessoas também. Perceber que chega está na hora de parar de se exibir encima do queijinho da boite. Você pode até ser desejado, mas nunca será levado a sério.
Aos solteiros, aos casados, aos enrrolados, aos esperançosos...Feliz Dia dos Namorados.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
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