segunda-feira, 19 de abril de 2010

VELHO DEMAIS PARA OS MESMOS BRINQUEDOS



Acabei saindo prá dançar na Sexta-Feira. O meu destino: a festa de 7 anos da Toy, no Moinho Santo Antônio. Já saí animado, visto que adoro a locação e vários amigos também iam. A vibe estava lá encima.

A entrada estava calma. Alguma fila para pegar as fichas que serveriam para comprar bebidas, mas nada muito demorado. A produção estava ótima, todos os amigos pareciam ter ido. João Neto comandava um set bem up, muito animado. Indicativo de uma noite perfeita.

Mas não foi.

Mais uma vez o sr. Isaac Escalante não soube segurar a onda.

Não é implicação minha, mas nunca, nunquinha, ouvi Isaac Escalante fazer algo além da média. Ele nunca tocou ruim, mas nunca fez um set que ficasse na minha lembrança como algo inesquecível. Ele pode ser ótimo para a abertura de uma festa, mas não como atração principal.

Esta foi a sétima vez que fui a uma festa com Escalante tocando, mas não me animei. A maioria dos meus amigos, ao contrário, achou maravilhoso o set dele. Daí me pergunto: tou velho demais, é isso?

Conversando com algumas pessoas, algumas também acharam que faltou algo no som ou na vibe e que há tempos não sente a mesma coisa (com a rara exceção do Peter Rauhoffer no Carnaval em Floripa, que foi perfeito do começo ao fim). Parece que nos acostumamos a um padrão de qualidade musical que hoje em dia exige muito mais dos DJs, um padrão que nem sempre é atingido, seja num finde comum ou numa festa especial.

Parece que esse padrão de qualidade é guardado para ser utilizado em grandes festas como Ano Novo, Carnaval etc. Eu disse PARECE não que É.

Fico pensando se fiquei mal acostumado com a grandiosidade, onde agora qualquer balada tornou-se lugar comum, ou se a noite não me satisfaz mais. Tenho a impressão de que essa cartilha de sair na noite cansou um pouco. Atualmente ainda saio mais pelo social, pois de resto tudo parece o mesmo e, para meu azar, a mesmice cansa. Como uma reprise de um filme bom na "Sessão da Tarde", que de tanto reprisar vira algo comum e, mesmo ainda sendo um filme bom, para você agora parece como algo mediano. Será por que não é mais novidade?

Será que sete anos saindo na balada paulistana foram suficientes para tornar tudo um lugar comum, um mediano constante que não mais satisfaz? Ou a idade chegou, refinou meu gosto, deixou-me chato rotulando tudo como "mediano"?
 
Observando os mais jovens, por volta dos seus 25 anos, fica parecendo que tudo está no ponto, incrível, perfeito. Acho que, com 34 anos que estou, fiquei mais seletivo em questão de baladas. E espero que seja uma fase passageira e não me pegue repetindo mentalmente o antigo e bom refrão "I can´te get no satisfaction". Acho que agora realmente entendo o quê os Rolling Stones queriam dizer.

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